sábado, 2 de abril de 2022

Missão Pessoal – Livro - Vibrações de Paz em Família – Estudo 26.1 – Wanderley Oliveira / Espírito Ermance Dufaux.


De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.  (Romanos, 14:12)

 

A vida nos situará junto aos conjuntos sociais apropriados ao nosso burilamento espiritual. Esbarraremos sempre nos limites alheios, que nos farão conhecer melhor nossas possibilidades e deficiências particulares.

Diz o ditado popular que “Deus escreve certo por linhas tortas”, provavelmente, se referindo ao aspecto de que cada um irá encontrar, com certeza, consigo mesmo em alguma etapa de sua vida.

Cada lição no caminho dessa socialização será manancial em favor da incansável aventura do autodescobrimento.

Estaremos sempre de frente às nossas necessidades de aperfeiçoamento quando encontramos dificuldades de compreensão a exigir muita reflexão diante das nossas reações às diversas provas a que somos submetidos por vontade própria.

Mesmo ajustado a diversas fileiras de aperfeiçoamento em sociedade, o ato de prestar contas será pessoal perante os avisos da consciência.

A participação nas obras comunitárias não exime a fidelidade à missão pessoal, única e intransferível tarefa de expressar a singularidade nobre adormecida em sua intimidade.

Notem que interessante: independente do campo de atuação do indivíduo, apesar das regras do grupo (trabalho, religioso, diversão, etc.), cabe sempre a este último a palavra final e, é intransferível, cabendo somente a ele o resultado de suas ações.

Por isso, muitos ajustes e desajustes que cercam os campos produtivos do trabalho de aprimoramento interior nem sempre traduzem intransigência, ou personalismo, mas necessidades profundas da alma na busca de sua direção particular, no esforço de cumprimento da conta pessoal.

Cada um de nós e herdeiro do seu caminho e, aqui, não importa se há acerto ou desacertos.

Como violar o direito do indivíduo a trilhar caminho próprio?

Como aquilatar suas escolhas diante das provas?

Muitas vezes somos titulados de críticos, de intransigentes, de “casca grossa” sem ao menos conhecerem nossas razões íntimas para agir de determinada maneira.

Certo é que cada um dará conta dos talentos colocados em sua conta e ninguém mais.

sexta-feira, 18 de março de 2022

O Segredo da Felicidade – Livro Vibrações de Paz em Família – Estudo 39.1 – Wanderley Oliveira / Espírito Ermance Dufaux.


Propôs-lhes outra parábola, dizendo: o reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo. (Mateus 13:24)

 

O homem peregrina pelos tempos em busca da felicidade.

Não a encontrando, afunda-se na ilusão e transfere para o prazer fugaz sua concepção primária do que é ser feliz. Não tendo o estado de plenitude (perfeição, pureza, correção) que anseia, deprime-se, revolta-se e dirige-se para o caminho da dor pelos atalhos da fuga e da irresponsabilidade.

Outras vezes, espera que Deus, nos roteiros da religião, lhe entregue a alegria tão esperada em uma bandeja dourada, sem esforços ou sacrifícios, resolvendo-lhe os problemas da existência.

Não se engane ante a luz meridiana (luz do meio-dia – mais alta) da Verdade em sua consciência. Você sabe que a vida é aquilo que dela fazemos.

Inicie sua obra de paz na intimidade. Comece refletindo com mais sabedoria no teor de suas escolhas perante a vida. Não transfira sua cota de responsabilidade nos acontecimentos que cercam seus passos.

Felicidade é construção individual; não se esqueça jamais de que ela começa e acaba em você mesmo.

 

Já temos o conhecimento de que não devemos forçar nosso amadurecimento diante das dificuldades da vida e que devemos aceitar com serenidade os entraves que porventura nos deparamos.

Felicidade não se adquire em supermercados, farmácias ou lojas de autopeças, isto é, alguma coisa pronta à nossa disposição. Muito mais que, em se tratando de felicidade, cada um de nós molda-a a sua maneira.

É comum ao espírito humano transferir para objetos físicos aquilo que não encontra em seu intelecto, trazendo, às vezes, mais infortúnios do que soluções. Por ex.: fumar, beber, comer em demasia, trabalhar sem descanso, etc..

Quando nos deparamos com um problema temos dois caminhos a percorrer: esquivamo-nos ou encaramos.

Ao nos esquivar estaremos postergando a solução, ou ainda, inserindo outros ingredientes que, talvez, torne o problema muito mais grave.

A solução definitiva é encarar e estabelecer um propósito de acordo com as nossas possibilidades sem, no entanto sobrecarregar nosso íntimo.

A partir desse ponto, se aí já chegamos, é verificar o que podemos fazer por nós mesmos para garantir nossa serenidade e felicidade, considerando com honestidade nossos sentimentos. Entretanto, é fato de que não as encontraremos externamente.

Felicidade passa pelo reconhecimento de nossa falibilidade e sempre será proporcional ao nosso amadurecimento interno e compreensão de nossa existência como ser espiritual em evolução.

Somos nossa própria construção. Sempre e em qualquer momento.



sábado, 12 de março de 2022

Entre Deus e Nós – Livro - Vibrações de Paz em Família – Estudo 29.2 – Wanderley Oliveira / Espírito Ermance Dufaux.

 

Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência.  (Coríntios 1:12)

 

Talvez você não seja compreendido diante das decisões que seus entes amados não esperavam.

Talvez ninguém entenda a missão única e particular colocada na mão de cada um de nós perante a vida.

Talvez você sofra calúnias exatamente diante de suas mais puras intenções.

Talvez alguém tente arruinar você por inveja diante da ardência quase incontrolável da disputa pessoal.

Talvez a mentira cerque os seus passos testando sua extrema capacidade de realizar sem nada esperar.

Talvez você receba o chamado para provas que nem imaginava, ainda mesmo no roteiro dos serviços de melhoria espiritual.

Nenhum de nós pode prever quais serão as lições do caminho e, por essa razão, nestes momentos tormentosos, nos quais sentimos que fomos injustiçados com pedradas que não merecíamos, busquemos Deus na consciência para ouvir o que Ele tem a dizer.

Sempre será no altar sagrado da consciência o melhor lugar para encontrar o Pai e saber o que Ele pensa daquilo que estamos fazendo no testemunho de nossa consciência.

 

 

 

Quando as portas se fecham atrás de nós e nos vemos sozinho diante da nossa própria consciência, é de costume tentar justificar a nós mesmos todos aqueles atos praticados em certo período.

Neste momento, comumente, recordamos de tudo aquilo que nos feriu, que nos tirou a serenidade, que balançou nossa fé e raramente fazemos a busca de Deus para o esclarecimento necessário.

Não encontramos todas as explicações para nossas boas e más experiências nessa vida. Normalmente, quando nos encontramos em dúvida, nos sentimos sozinhos e órfãos do Criador e, seria, neste caso, recomendável, nos lembrarmos da Infinita Bondade Divina e de sua presciência.

Lições aprendidas jamais serão esquecidas. É importante fortalecer nosso entendimento e, esquecido de nosso passado, confiar e tirar proveito das experiências pelas quais passamos, sem, no entanto, exteriorizar sentimentos de mágoa e irritação.

Diremos sim que iremos ser cutucados exatamente naqueles pontos que mais nos incomodam, que mais nos incitam o instinto e, é nesse instante, que devemos serenar nosso espírito e procurar as verdadeiras razões da importunação.

Somos seres espirituais à procura das razões da existência e nada melhor que chegar a Deus para receber intuitivamente os esclarecimentos que nos levarão ao entendimento e melhor aproveitamento das adversidades enfrentadas.

Adversidade não é castigo.

É um instrumento de fortalecimento da alma.



sexta-feira, 4 de março de 2022

Deus Aceita-nos Como Somos – Livro - Vibrações de Paz em Família – Estudo 33.2 – Wanderley Oliveira / Espírito Ermance Dufaux.

 

Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti;  (Lucas 15:18)

 

Quem deseja maior proximidade com Deus no exercício de sua fé, por muitas vezes terá uma nítida impressão de abandono. Só experimenta esse sentimento quem está à procura de entender os desígnios divinos, porque nessa procura estabeleceu uma relação com Ele.

Essa sensação de abandono é a forma que nós, ainda rebeldes e instáveis, encontramos para dizer ao Pai como nos sentimos sozinhos, sem apoio e sobre como nossa esperança está se extinguindo.

Todavia, Deus nunca abandonou ninguém. Sua onipotência é perfeita e sábia, Sua bondade é incondicional e justa.

Quando nos sentimos abandonados, em verdade, ignoramos o elo com Deus. Deixamos de atender Seus chamados ou não estamos querendo aceitar-Lhe a vontade soberanamente realista e necessária ao nosso aprimoramento.

Deus sempre nos aceita como somos.

Quando você se sentir abandonado por Ele, tenha a humildade do Filho Pródigo. Levante e assuma sua responsabilidade perante os atos, caminhe na direção do dever cumprido, e diga em oração: “Pai, errei perante minha própria consciência, ampara-me para que eu não me sinta só diante de Tuas leis e auxilia-me no recomeço. Acolha-me, Deus, no Teu amor infinito”!

 

Vejam:

Muitas vezes o que acreditamos ser fé verdadeira não passa de uma vontade de que nossos ideais sejam atendidos. “Eu tenho fé de que Deus me atenderá naquilo que estou necessitando!” Eu tenho fé de “que Deus irá me curar”!

Na verdade deveríamos estar solicitando Sua intervenção para nos dar o esclarecimento e a compreensão para entendermos o propósito das dificuldades que encontramos em nosso caminho. O que eu deveria ter feito e não o fiz.

Deus atende nossos pedidos visualizando à frente. Nem sempre recebemos de acordo com o que a nossa fraca compreensão espera. Devemos expandir nossa visão e enxergar ao longe.

Deus conhece nossas necessidades e dispõe daquilo que é e que será proveitoso para nossa evolução espiritual, desde que, estejamos imbuídos de bons sentimentos e boas intenções.

A última frase do último parágrafo é tudo que devemos “observar” (no sentido de uma atitude) na nossa relação com o Criador. “Apesar de todos os meus esforços, errei perante a minha consciência”!



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Caminhos Mentais – Livro - Vibrações de Paz em Família – Estudo 04.3 – Wanderley Oliveira / Espírito Ermance Dufaux.

 

E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero, sê limpo. E logo ficou purificado da lepra.  (Mateus 8:3)

 

Desconforto moral é o que você sente quando pensamentos infelizes invadem a acústica de sua mente.

Intenso sentimento de culpa assoma o seu coração, desajustando seu emocional.

Você se entristece por pensar o que não queria.

Seja benevolente consigo mesmo. Aplique a disciplina e a vontade com compaixão e pacifique-se por meio de ordens mentais de integridade e recomposição.

Lembre-se que ainda há pouco, antes de conhecer a luz das verdades espirituais, você não só pensava, mas também agia de conformidade com suas más inclinações.

Tenha calma com o caminho de volta ao Pai.

Você já conseguiu muito lutando contra tais tendências. Continue firme que o tempo lhe trará as conquistas que anseia e iluminará a sua mente com a sabedoria e o equilíbrio.

Faça sua parte. Mobilize os seus recursos internos e o Pai abençoará com Sua Vontade lúcida, auxiliando a limpar todas as impurezas que você carrega, temporariamente, na sua vida mental.

 

 

Vejam:

Tudo que ouvimos e constatamos até agora é de que o Universo é regido pelo princípio da bondade e da misericórdia. Deus criou o Universo à sua imagem e semelhança, correto?

A cooperação em quaisquer circunstâncias e reinos é o princípio que rege a evolução das criaturas. Para isso, segundo nossas crenças, fomos todos criados, isto é, estamos em constante aprimoramento.

Se esta é a direção natural, por que nos punimos severamente perante nossos enganos?

Se erramos, em verdade, nem a título de generosidade o mal pode ser abonado, todavia, a autopunição não ajudará a refazer o caminho.

Erro, correção e recomeço são ações previsíveis na evolução humana.

Autoamor é uma força capaz de acionar mecanismos de amparo e solução que jamais se imaginou que pudessem abençoar nosso caminho, diante do volume de nossa ansiedade na reconstrução da trajetória.

Se nos amarmos profundamente e racionalmente nossas sombras serão iluminadas pelo clarão bendito do trabalho, do tempo e da sensação de que sempre haverá um futuro melhor. A isto chamamos de Fé.

No último parágrafo aparece o termo “temporariamente” e devemos entender que um dia não mais carregaremos o peso das atitudes e pensamentos infelizes em nosso espírito.



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Inventário de suas Vitórias – Livro Vibrações de Paz em Família – Estudo 31.2 – Wanderley Oliveira / Espírito Ermance Dufaux.


Porque todo o que é nascido de Deus, vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.  (João 5:4)

Você nasceu e conseguiu chegar até aqui. Cada ano uma vitória.

Você avançou da infância para a juventude, da juventude para a fase adulta e desta para a maturidade. Cada ciclo uma vitória.

Você não recebeu da vida tanto quanto gostaria, mas continuou realizando e progredindo, aprendendo e oferecendo mesmo sem ter. Cada esforço uma vitória.

Você errou e recomeçou inúmeras vezes. Cada lição uma vitória.

Você talvez não tenha chegado até o momento presente como gostaria de ser ou com a vida do jeito que idealizou, todavia, acumulou precioso tesouro da experiência. Cada vivência uma vitória.

Você pode até se sentir aos trapos, mas chegou até aqui. Você é um vitorioso!

Só você e Deus sabem o que você passou e o preço que pagou em dores e decepções, provas e imprevistos, para que um único objetivo fosse levado avante em sua existência: o ato de manter-se vivo e com uma réstia de esperança na alma para caminhar dia após dia.

Deus está orgulhoso de você e acredita que dias melhores poderão surgir, se você realmente tiver muita fé nas suas vitórias.

 

Vou comentar na integralidade.

Observem que tudo em nossa existência é aproveitável e depende exclusivamente da forma como encaramos nossas dificuldades.

Alguns se deixam desanimar enquanto outros encaram os desafios como obstáculos possíveis de serem vencidos. Estes últimos, com certeza, têm muita fé no futuro e não desistem facilmente.

Facilidade traz fragilidade.

Aquele que exercita a inteligência sempre há de encontrar uma forma de resolver o problema.

Aquele que exercita a fé sempre há de encontrar em Deus as respostas para suas aflições.

Não há um só ser criado por Deus nesta Terra que não tenha recebido a vitamina da vitória. Ocorre que por vezes, devido a nossa insatisfação, não aceitamos o que recebemos. Sabemos que todos nós estamos no lugar certo e passando pelas experiências necessárias para a evolução espiritual, que é o que interessa a Deus.

O restante é acréscimo para possamos cumprir nossas tarefas de maneira sustentável. Tudo que é demais nos sufoca.

Sendo assim, não devemos nos considerar perdedores porque não alcançamos, tanto material quanto espiritualmente, o ponto por nós desejado.

Deus é presciente, isto é, sabe de antemão todas as nossas tendências e aonde chegaremos, sempre, desde o princípio, e a todo o momento.

Continuemos a andar sobre nossa fé e nada nos faltará.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Perante os falatórios – Livro Vibrações de Paz em Família – Estudo 39.2 – Wanderley Oliveira / Espírito Ermance Dufaux.

 

O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.  (Mateus 15:11)

A fofoca é um hábito que, além de seu caráter de vício verbal, esbarra em conotações acentuadamente afetivas em sua origem. Considere-a como o hábito moral nocivo de dar valor ao que não é importante ou de tirar a importância daquilo que é valorizado nos fatos e nas pessoas.

Este parágrafo se refere ao fato de que a proximidade entre as pessoas traz à tona nossas dificuldades de lidar com as diferenças, e isso, leva quase sempre, ao julgamento das ações do outro considerando nossos pontos de vista. De alguma forma é necessário parar e pensar no que estamos fazendo. Onde queremos chegar. Que tipo de relacionamento desejamos.

Na base dessa atitude você poderá encontrar o ciúme, o orgulho, a escassez de autoestima, a cobiça, a inveja, a inconformação, o medo e o pessimismo — sentimentos capazes de trazer a desordem e a ruína por meio das palavras.

Aqui registramos, que todos os adjetivos utilizados acima, encontramos dentre os vícios e defeitos de nossas almas, portanto, algo a ser extirpado de nossas relações.

Mal-entendidos na convivência podem provocá-la em razão dos interesses pessoais. Intencional ou não, a fofoca é chama vigorosa prestes a incendiar e destruir as melhores relações humanas.

Quando os interesses materiais e mesmo os mais sutis prevalecem em detrimento do bom relacionamento fica explícito que ainda não atingimos o grau de entendimento necessário que nos leve a uma condição de espíritos elevados, onde, a meu ver, tudo deve ser tratado às claras e com intenções edificantes.

É compreensível que nos círculos sociais, a título de segurança e defesa, muitas vezes tornam-se necessárias as medidas de intervenção, a fim de exterminar seus efeitos e prejuízos. No entanto, nos grupos de amor cristão, nos quais os interesses pessoais não devem prevalecer, só existem quatro atitudes a se aplicar em favor da verdade quando surjam as mentiras verbais: oração, silêncio, trabalho e muito bom humor perante as investidas do verbo leviano.

O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.  (Mateus 15:11)

A fofoca é um hábito que, além de seu caráter de vício verbal, esbarra em conotações acentuadamente afetivas em sua origem. Considere-a como o hábito moral nocivo de dar valor ao que não é importante ou de tirar a importância daquilo que é valorizado nos fatos e nas pessoas.

Este parágrafo se refere ao fato de que a proximidade entre as pessoas traz à tona nossas dificuldades de lidar com as diferenças, e isso, leva quase sempre, ao julgamento das ações do outro considerando nossos pontos de vista. De alguma forma é necessário parar e pensar no que estamos fazendo. Onde queremos chegar. Que tipo de relacionamento desejamos.

Na base dessa atitude você poderá encontrar o ciúme, o orgulho, a escassez de autoestima, a cobiça, a inveja, a inconformação, o medo e o pessimismo — sentimentos capazes de trazer a desordem e a ruína por meio das palavras.

Aqui registramos, que todos os adjetivos utilizados acima, encontramos dentre os vícios e defeitos de nossas almas, portanto, algo a ser extirpado de nossas relações.

Mal-entendidos na convivência podem provocá-la em razão dos interesses pessoais. Intencional ou não, a fofoca é chama vigorosa prestes a incendiar e destruir as melhores relações humanas.

Quando os interesses materiais e mesmo os mais sutis prevalecem em detrimento do bom relacionamento fica explícito que ainda não atingimos o grau de entendimento necessário que nos leve a uma condição de espíritos elevados, onde, a meu ver, tudo deve ser tratado às claras e com intenções edificantes.

É compreensível que nos círculos sociais, a título de segurança e defesa, muitas vezes tornam-se necessárias as medidas de intervenção, a fim de exterminar seus efeitos e prejuízos. No entanto, nos grupos de amor cristão, nos quais os interesses pessoais não devem prevalecer, só existem quatro atitudes a se aplicar em favor da verdade quando surjam as mentiras verbais: oração, silêncio, trabalho e muito bom humor perante as investidas do verbo leviano.

Diria que há muitas outras atitudes que poderiam surtir os mesmos efeitos, tais como: 1. Esclarecer o porquê das investidas contraditórias. 2. Dirimir as dúvidas em relação às nossas intenções. 3. Estabelecer limites de atuação. 4. Impor respeito pela superioridade moral.

Se você foi vítima do veneno dos falatórios, use dessa receita infalível e siga adiante, conferindo ao tempo o direito de recuperar a verdade atirada ao lamaçal do equívoco e da falta de vigilância.

Acredito que sempre há uma forma de estabelecer a verdade dos fatos, apesar de ser sempre uma verdade temporal e de validade limitada.

Cuida para que você não seja o instrumento das conversas improcedentes, conferindo-lhes mais atenção do que merecem.

Importante a conduta reta e sem máculas para que possamos caminhar com tranquilidade e sem preocupações quanto ao que pensam de nós. Agindo desta maneira, a verdade estará sempre conosco.

Utilizando da palavra, guarde, por princípio de conduta, a ideia de que, se valorizar o que não vale a pena, ou desprezar o que tem importância, mesmo com as melhores intenções, se colocará no nocivo capítulo da fofoca — o hábito destruidor de distorcer os fatos conforme o que acreditamos e sentimos.

Vejam que interessante. Este ponto é de suma importância. Devemos sempre estabelecer a verdade mesmo que doa em nós. É mais louvável sofrer um pouco agora, assumindo nossas dificuldades de entendimento, do que deixarmos nosso íntimo infeliz nos envolver e sofrer muito depois. Vigilância é oportuna e necessária.


Homens passam mais tempo de seu dia fofocando do que as mulheres, segundo uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha.

 

O estudo do instituto de pesquisas Onepoll indica que eles passam uma média de 76 minutos diários conversando sobre amenidades com amigos e colegas de trabalho, comparado a 52 minutos gastos pelas mulheres.

Peneiras da sabedoria (Sócrates)

As três peneiras da sabedoria

 

Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar algo sobre alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

 

– O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

 

– Três peneiras? – indagou o rapaz.

 

– Sim! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, mas não tem certeza da sua veracidade, a coisa deve morrer aqui mesmo.

 

– Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo?

 

– Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

Arremata Sócrates:

– Se passou pelas três peneiras, conte! Tanto eu, como você iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo!

 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Seus horários – Livro Vibrações de Paz em Família – Estudo 20.1 – Wanderley Oliveira / Espírito Ermance Dufaux.

 

 E ele disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer. (Marcos 6:31)

A disciplina com o tempo é valorosa medida de melhor aproveitamento espiritual. Busque disciplinar, portanto, seus horários para que você sempre tenha momentos para seus cuidados de autoamor.

Esta leitura chama a nossa atenção para o fato de que é necessário ter equilíbrio de como dispensamos nosso tempo. Tudo é importante, desde o trabalho que traz nosso sustento, até aquele para o qual dedicamos ao nosso lado espiritual.

Uma prece de refazimento, uma harmonização no ritmo mental, a alimentação com calma, uma conversa com cuidados verbais, um cumprimento mais atencioso, uma generosidade para com seu corpo, um instante para a leitura elevada, um minuto para resolver algo que importuna sua consciência.

Vejam. É oportuno valorizar nosso tempo, aproveitando-o para realçar o que nos conforta, ou seja, tudo aquilo que traz satisfação ao corpo físico e a nosso espírito. Se mantivermos saudável nosso espírito, com certeza, também o estará o corpo físico. Não dispensamos aqui a necessidade de também exercitar o corpo físico para cumprir nossas tarefas neste mundo de forma saudável.

Vasculhar nossa consciência em busca de soluções para nossos problemas é uma forma de manter espírito e corpo físico em boa forma.

São muitos os pequenos cuidados de amor para consigo mesmo, para os quais deve sempre ter um horário na sua apertada agenda de cada dia.

Com certeza se nós não detivermos a vontade de estar por dentro de tudo que se passa no mundo, estaremos negligenciando a nós mesmos e às oportunidades de aproveitar o que de melhor Deus nos oferece, que é a vida plena em todos os seus aspectos. Viver bem é uma arte. Observar tudo que ocorre ao redor é importante, entretanto, é mais importante aproveitar o que se está observando. É valorizar cada detalhe.

Por mais importante que seja tudo em sua vida, nada é mais significativo que usar o tempo como aliado de suas metas e alavanca para suas realizações.

Vejam que o texto não faz distinção entre o corpo físico e o espiritual. Ambos são, nesta Terra, um só e dependentes. Ambos devem estar em plena sintonia para produzir bons resultados. Portanto, vamos utilizar nosso tempo de forma equilibrada para a balança da vida fique em posição neutra.

 

Slow Living ou Slow Life - é um estilo de vida que prega menos pressa, mais autoconhecimento e respeito consigo mesmo. Nasceu na Itália na década de 1980, com o Slow Food. Logo depois no Japão Surgiu o Slow Life.