sexta-feira, 23 de julho de 2021

Na Falta de Gentileza - Estudo do Capítulo 46 do Livro Vibrações de Paz em Família.

Gentileza  - (Amabilidade, elegância, delicadeza, distinção, nobreza).

 

 

Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?

(Coríntios, 5:6)

 

Você se queixa dos ambientes onde faltam os dotes da cordialidade (afabilidade, afetividade) e da gentileza?

 

Observe por outro prisma e verá que neste local estéril falta quem decida por fazer todo o bem possível.

 

Ser gentil é o mesmo que tecer uma muralha protetora em si mesmo, abrigando-se das farpas vibratórias que contaminam os locais imprevidentes com a desarmonia e a perturbação.

 

Assuma, espontaneamente, em nome do amor, a condição do dispensador incondicional das atenções reclamadas.

 

Os terrenos áridos suplicam ser regados por um pingo de bondade. A terra seca solicita um filete de água.

 

Torne-se a referência moral para que os outros encontrem em você as motivações que, por agora, por eles mesmos, não conseguem acionar.

 

O tempo apresentará os frutos da sementeira da afabilidade.

 

Um pouco de fermento afetivo provoca maravilhas nos recintos áridos, podendo com o tempo levedar toda a massa e criar o clima da amizade verdadeira, com a qual possas edificar um ninho de refazimento e realização para o seus dias de aprendizado na escola dos relacionamentos. (Já perceberam que... quem fala baixo é que é ouvido?).

 

Recentemente realizamos um estudo sobre as Formas Pensamentos, onde pudemos observar que nossos pensamentos ganham forma e força na medida de nossas possibilidades de movimentar a matéria etérea ou espiritual.

 

Segundo a teosofia formas-pensamento são criações mentais que utilizam a matéria fluídica ou matéria astral para compor as características de acordo com a natureza do pensamento. Deste ponto de vista, encarnados e desencarnados podem criar formas-pensamento, com características boas ou ruins, construtivas ou destrutivas.

Vimos ainda que uma Forma Pensamento é gerada a partir de três características: 1 – A qualidade do pensamento. 2 – A natureza do pensamento e, 3 – A exatidão do pensamento.

Portanto, se realmente desejamos trafegar por ambientes salutares, é necessário trabalharmos estas três características de modo a obtermos a harmonia, o entendimento e a paz.

E o mais: “Delicadeza é abençoar o outro sem que ele saiba, porque o mais importante é abençoar”!

Dalai Lama: “Não permita que o comportamento dos outros tire a sua paz”!

 

Observações do autor em Segoe Print.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Despache a sua bagagem – Estudo do Capítulo 23 - Livro "Feliz" de José Carlos de Lucca

 

A única atitude que, de fato, abre as portas da felicidade é a que ocorre quando se toma a decisão de ser feliz. Ninguém pode fazer isso por nós. Somos a única pessoa que sempre estará ao nosso lado, até o fim desta existência (e depois dela também). Portanto, somos o nosso próprio terapeuta, somos o nosso melhor amigo, temos que nos colocar para cima, temos que nos motivar, enxugar nossas lágrimas, estender a mão para nos retirar do fundo do poço!

Richard Carlson, psicólogo americano, teve uma percepção que considero genial sobre a felicidade, ao dizer que ela é mais deixar partir a infelicidade do que um esforço para buscar a felicidade.

Deixar partir a infelicidade. Para ser feliz, é preciso deixar partir a infelicidade que fez morada em nós através dos pensamentos e emoções que nos perturbam a mente e o coração. Vou fazer uma pequena lista das infelicidades que eu vou mandar embora. Se faltar algo, acrescente seus itens. A partir de hoje, eu deixo partir...

- Os pensamentos que sempre me levam às coisas tristes do passado.

(Quantas e quantas vezes ficamos remoendo acontecimentos do passado, talvez por culpa, talvez por arrependimento, talvez por falta de compreensão, mas a verdade é que eles, na maior parte das vezes, não nos deixam pensar nas coisas boas que nos acontecem e não conseguimos enxergá-las).

- A sensação de que não sou bom o suficiente.

 (Creio que devemos nos esforçar em ser cada vez melhores, entretanto, fazer disso um martírio, tira nosso sossego e nos torna amargos).

- O sentimento que não consigo despertar amor nas pessoas.

(Essa sensação, acredito, tem muito haver com amor próprio e autoestima. Aquele que não tem amor por si mesmo, tem imensa dificuldade de envolver outras pessoas em sentimentos elevados e amorosos. Ficam engessadas, amarradas e não conseguem transmitir o que há de bom em si mesmo).

 

- A tendência de dar excessiva importância a coisas pequenas.

(Dependendo de suas responsabilidades é perfeitamente aceitável, entretanto, no decorrer da vida social e familiar vai cansando aqueles que dividem os mesmos espaços. Nem todos têm a mesma percepção e costume de visualizar pequenos detalhes. Cada um de nós dá a sua importância às coisas, sejam grandes ou pequenas. Neste caso acredito ser um exercício diário de desapego).

- A necessidade de querer agradar a todos.

(Aquele que não consegue agradar a si mesmo, é inseguro ou foi rejeitado, tem a tendência de pensar que uma forma de ser aceito nos grupos de convivência, é formando uma base sólida de relacionamento sendo aquele “que faz tudo pelos outros” violentando seus próprios princípios. O fim será desastroso).

- O comportamento perfeccionista.

(Fizemos uma reflexão extensa sobre este tema em 27 de maio de 2021 - Perfeccionismo – Livro Vibrações de Paz em Família – Estudo 34 – Wanderley Oliveira / Espírito Ermance Dufaux).

- A frieza diante das conquistas alcançadas.

(Pessoas desalentadas, desanimadas da vida, frequentemente detêm esse comportamento de autodestruição e autodesmerecimento. Temos também aqueles que já alcançaram fortuna material, que agem dessa forma por razões íntimas).

- O medo da opinião dos outros.

(Medo pode ser traduzido neste contexto por receio, temor, aversão, pânico, repugnância, fraqueza, timidez, covardia. Para cada situação poderíamos discutir cada um destes adjetivos e suas consequências, desde o indivíduo ser tímido, egocêntrico, sociopata, etc., o que requer estudo mais aprofundado).

- O desejo de estar no controle de tudo a todo o momento.

(O desejo de ter o controle das situações é um sentimento intrínseco da nossa espécie e justificável: imprevistos e fatores desconhecidos podem gerar insegurança, medo e vulnerabilidade).

Você não pode controlar tudo e aí vai essas 5 dicas que te ajudarão a lidar...

1.   Comprometer-se a enfrentar gradualmente a incerteza. ...

2.   Conectar-se a um objetivo maior. ...

3.   Não subestimar sua capacidade de lidar. ...

4.   Reforçar a resiliência aumentando o autocuidado. ...

5.   Entender que a certeza absoluta é impossível.

 

- A sensibilidade exagerada diante de um “não”.

(Há expectativa de sucesso? Então um “não” é devastador! Não há expectativa de sucesso? Então um “não” é perfeitamente tolerado! Vejam que nesse caso, penso ser a questão da expectativa é quem vai determinar nossa reação ao “não”. Necessário estar preparado para as respostas da vida).

- O sentimento de onipotência.

(Onipotente - significa alguém que é capaz de fazer tudo, não tem nenhum tipo de dificuldade e que é Todo-poderoso. Um ser onipotente é aquele que não precisa de ninguém, que ele é poderoso em todos os sentidos. Este é o próprio Deus! Acredito ser o inverso da humildade e do reconhecimento de que somos todos aprendizes).

- A sensação de ser incapaz.

(É muito comum as pessoas dizerem que são incapazes de realizar alguma tarefa ou assumir alguma responsabilidade. É um fato optarmos por caminhos já percorridos e que conhecemos do que correr riscos e sair da nossa zona de conforto. Se deixarmos este tipo de pensamento tomar conta do nosso dia a dia, aí sim teremos dificuldades cada vez maiores de obter sucesso em nossos empreendimentos e ideais. Vamos nos lembrar do primeiro parágrafo deste estudo: Somos nós e nós mesmos. No fim, tudo depende de nós).

E aí? Faltou algum item na sua lista de adeus à infelicidade?

Lembre-se: felicidade é uma decisão! Decrete que, a partir de hoje, a infelicidade de está de malas prontas da sua vida. Despache a sua bagagem, item por item, Isso vai exigir esforço, treino e perseverança. Mas vale a pena nos livrarmos do excesso de bagagem, que só atrapalha a nossa viagem pela vida!

Pesquisas indicam que pessoas felizes têm quatro atributos básicos:

1 – Boa autoestima.

2 – Senso de controle.

3 – Otimismo.

4 – Sociabilidade.

Necessário citar que cada um de nós tem uma história e não há um método específico que dê os resultados esperados para todos, igualmente. Para sermos felizes precisamos nos conhecer. Saber quem somos, qual o papel que pretendemos desempenhar neste mundo e onde desejamos chegar. É uma tarefa que tem início, mas não tem fim. Sempre estaremos buscando nossa tranquilidade interior. Então, podemos dizer que “Felicidade” é outro nome para “Consciência Tranquila”!

Pergunta: Observaram que todos os itens relacionados dizem respeito ao que você “É” e não ao que você “TEM”?

Mensagem de Chico Xavier: “Aprendi a deixar os dias mais simples, mais leves... Comecei a acreditar que ser feliz é descomplicar a vida, pelo lado de dentro”!

Outras atitudes que poderão ser tomadas para deixar ir a infelicidade:

1 – A sensação de um vazio eterno...

2 – A sensação de perda irreparável...

3 – Mágoas persistentes...

4 – Doentismo exacerbado...

sábado, 3 de julho de 2021

Contigo Mesmo – Estudo - Renovando Atitudes Hammed – Psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto

 

“O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo; termina no limite que não gostaríeis de ver ultrapassado em relação a vós mesmos.” (Cap. XVII, item 7 - ESE).

Como decifrar o dever? De que maneira observar o dever íntimo impresso na consciência, diante de tantos deveres sociais, profissionais e afetivos que muitas vezes nos impõem caminhos divergentes? (Demanda reflexão e amadurecimento)

Efetivamente, nasceste e cresceste apenas para seres único no mundo. Em toda parte não existe ninguém igual a tua maneira de ser, portanto não podes perder de vista essa verdade, para encontrares o dever que te compete perante a vida.

Teu primordial compromisso é contigo mesmo, e tua tarefa mais importante na Terra, para a qual estás unicamente preparado, é desenvolver tua individualidade no transcorrer de tua longa jornada evolutiva.

Preocupar-te com os deveres alheios é distrair-te de tuas próprias responsabilidades, pois não concretizas teus ideais nem deixais que os outros cumpram suas obrigações (compromissos, encargos, incumbências) pessoais. Não nos referimos aqui à ajuda real que é sempre importante, mas sim à intromissão nas competências (aptidões, capacidades, habilidades, perícias, dons, destrezas) dos outros, impedindo que as criaturas adquiram autonomia e vida própria.

Assumir deveres (obrigações) dos outros é sabotar os relacionamentos que poderiam ser prósperos e duradouros. Por não compreenderes bem o teu interior, é que te comparas aos outros, esquecendo que nenhum de nós está predestinado a receber, ao mesmo tempo, os mesmos ensinamentos e fazer as mesmas coisas, pois existem inúmeras formas de viver e evoluir. Lembra-te de que deverias importar-te somente com a tua maneira de ser.

Não podemos nos esquecer de que aquele que se compara acaba se sentido elevado ou rebaixado. Nunca se dá o devido valor e nunca percebe corretamente como se é.

Teus empenhos (esforços, interesses) íntimos (particulares) deverão ser voltados unicamente para a tua pessoa, e nunca deverás acomodar pontos de vista diversos, porque, além de te perderes, não ajustarás os limites onde começa a ameaça à tua felicidade, ou à felicidade do teu próximo. (O que tenho dentro de mim, meu cerne, minha individualidade, foi construído de forma particular e íntima em múltiplas encarnações, agregando valores muito particulares ao meu espírito, e a cada nova encarnação me serve de guia para novas experimentações e aquisições).

Muitos acreditam que seus deveres são de corrigenda e repressão às atitudes alheias, vivem em constantes flutuações existenciais por não saberem esperar o fluxo de a vida agir naturalmente, asseverando sempre que suas obrigações são em “nome da salvação” e, desta forma, controlam e forçam as coisas a acontecerem quando e como querem.

Dizem: - “Fazemos isso porque só estamos tentando ajudar”. Forçam eventos, escrevem roteiros, fazem o que for necessário para garantir que os atores e as cenas tenham o desempenho e o desenlace que determinaram e acreditam, insistentemente, que seu dever é salvar almas, não percebendo que só podem salvar realmente a si mesmos.

Nosso dever é redescobrir o que é verdadeiro para nós. Não é esconder nossos sentimentos de qualquer pessoa ou de nós mesmos, mas sim ter a liberdade e segurança em nossas relações pessoais, para decidirmos seguir na direção que nós mesmos escolhermos. Não “devemos” ser o que nossos pais ou a sociedade querem nos impor ou definir como melhor. Precisamos compreender que nossos objetivos e finalidade de vida têm valor unicamente para nós; os dos outros, particularmente para eles. (Neste caso, creio que o autor esteja se referindo aos adultos e não às crianças que, evidentemente, necessitam de auxílio e direção).

Obrigação pode ser conceituada como sendo o que deveríamos fazer para agradar as pessoas, ou para nos enquadrar no que elas esperam de nós, entretanto, o dever é um processo de auscultar (procurar saber, inquirir; investigar) a nós mesmos, descortinando nossa estrada interior, para logo após, materializá-la num processo lento e constante.

Ao decifrar (entender, decodificar, desenredar, desembaralhar, desembaraçar) nosso real dever, uma sensação de autorrealização toma conta de nossa atmosfera espiritual, e passamos a apreciar os verdadeiros e fundamentais valores da vida, associados a um prazer inexplicável. (Neste ponto, estaremos assumindo nosso verdadeiro eu íntimo, o eu individual).

Lembremo-nos da afirmação do espírito Lázaro em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”: “O dever é a obrigação moral, diante de si mesmo primeiro, e dos outros em seguida”.

Em resumo, penso que tenho a obrigação de estancar minhas vontades de dominação do outro e deixá-lo buscar seus próprios caminhos. Não posso constranger as iniciativas do outro e, devo se for o caso, observar seu desenvolvimento intelectual, moral, conceitual e espiritual, sem, no entanto, colocando diretrizes infundadas e sem cabimento. Notoriamente somos especialistas em carimbar o outro com as nossas percepções da vida e da realidade.

Não há o certo e o errado. O que há são nossas características próprias guiando nossas atitudes, pensamentos e obras, assim como não há pecado e sim comportamentos inadequados à espera de nosso amadurecimento para repará-los dentro das perspectivas de nosso desenvolvimento espiritual na atualidade.

Eu acredito que os bons exemplos ainda são a melhor forma de demonstrar os reais valores que devem nortear nossas vidas. E é interessante notar que, aqueles que estão em um nível de desenvolvimento espiritual à altura do observado, se harmonizam vibratóriamente com ele e, sem o perceberem, auferem novos conceitos, ideias e juízos.

 

Observações do autor do estudo em Segoe Print

 

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Lei e Vida - Estudo Capítulo 25 – Livro Ceifa de Luz – Emmanuel / Chico Xavier

 

Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. – Jesus (Mateus, 5:17.)

“Não matarás”, diz a Lei.

O texto não se refere, porém, unicamente, à vida dos semelhantes.

Não frustrarás a tarefa dos outros, porque a suponhas inadequada, uma vez que toda tarefa promove quem a executa, sempre que nobremente cumprida.

Não dilapidarás a esperança de ninguém, porquanto a felicidade, no fundo, não é a mesma na experiência de cada um.

Não destruirás a coragem daqueles que sonham ou trabalham em teu caminho, considerando que, de criatura para criatura, difere a face do êxito.

Não aniquilarás com inutilidades o tempo de teus irmãos, porque toda hora é agente sagrado dos valores da Criação.

Não extinguirás a afeição na alma alheia, porquanto, ignoramos todos nós, com que instrumento de amor a Sabedoria divina pretende mover os corações que nos partilham a marcha.

Não exterminarás a fé no espírito dos companheiros que renteiam contigo, observando-se que as estradas para Deus obedecem a estruturas e direções que variam no Infinito.

Reflitamos no bem do próximo, respeintando-lhe a forma e a vida. A Lei não traça especificações ou condições dentro do assunto; preceitua, simplesmente: “não matarás”.

Por extensão, deveríamos olhar mais atentamente às demais Leis (Mandamentos, excluindo aqueles de fundo dogmático), para podermos extrair significados mais profundos, naturalmente, de acordo com o entendimento que hora somos detentores.

Emmanuel me falou, certa vez: Chico... Se alguém se aproximar de você dizendo que vai capinar o mundo, você não deve questionar. Dê a ele uma enxada!

De fato, não podemos tirar o entusiasmo de ninguém. Ninguém precisa anular ninguém. Sobra espaço para as estrelas no firmamento. Todas podem brilhar à vontade.

Observações do autor do estudo em Ink Free.



sexta-feira, 18 de junho de 2021

Extensão da Alma - Livro Renovando Atitudes – Hammed – Psicografia de Francisco do Espírito Santos Neto.

 

“Amai, pois, vossa alma, mas cuidai também do corpo, instrumento da alma; desconhecer as necessidades que são indicadas pela própria Natureza é desconhecer a lei de Deus. Não o castigueis pelas faltas que o vosso livre-arbítrio fê-lo cometer, e das quais ele é tão irresponsável como o é o cavalo mal dirigido pelos acidentes que causa.” (Cap. XVII, Item 11)

Ele se densificou moldado pelos nossos pensamentos, obras e crenças mais íntimas.

Extensão da própria alma, ele é a parte materializada de nós mesmos que nos serve de conexão com a vida terrena. (Há literatura Espírita que nos informa que o corpo físico é um uma aglutinação de matéria especializada, moldada tomando-se os padrões de nosso Perispírito. Sendo assim, explicam-se as heranças físicas e psíquicas de formas criadas a partir dos mesmos elementos se apresentarem diferentemente no mundo físico).

Há quem o despreze, dizendo que todas as tentações e desastres morais provêm de suas estruturas intrínsecas, culpando-o pelas quedas sexuais e transtornos afetivos, esquecendo-se de que ele apenas expressa nossa vida mental. (Interessante observar criaturas que contém exatamente os mesmos elementos constitutivos se comportarem de maneira tão diversa).

Foi relegado particularmente na Idade Média, como sendo o próprio instrumento do demônio, que impunha à alma, nele encarcerada, o cometimento pelos maiores desatinos e desastres morais.

Se cuidado e bem tratado, era isto atribuído aos vaidosos e concupiscentes (sensualidade, muito ligado às coisas do corpo físico); se macerado e flagelado, era motivo de regozijo (satisfação, contentamento) dos tementes a Deus e cultivadores da candidatura aos reinos dos céus. Essas crenças neuróticas (sentimentos e emoções negativas) do passado afiançavam que, quanto maiores as cinzas que o cobrissem, e quanto mais agudas as dores que o alfinetassem, mais alto o espírito sublimaria (altearia), alcançando assim os píncaros (alto, cume, auge, cimo) da evolução.

Porém, não é propriamente nosso corpo o responsável pelas intenções, emoções e sentimentos que ressoam em nossos atos e atitudes, mas, sim, nós mesmos, almas em processo de aprendizagem e educação.

Nossos pensamentos determinam nossa vida e, consequentemente, são eles que modelam nosso corpo. Portanto, nós somos fisicamente o produto do nosso eu espiritual.

A crença em anjos rebeldes destinados eternamente a induzir (motivar, incitar) a alma a pecar, tira-nos a responsabilidade pelas próprias ações e ficamos temporariamente na ilusão de que os outros é que comandam nossos feitos, atuações e inclinações e não nós mesmos, os verdadeiros dirigentes de nosso destino. (Livre arbítrio).

Corpo e alma unidos a serviço da evolução, eis o que determina a Natureza.

Nosso físico não só é um veículo usável, mas também a parte mais densa da alma. (Isto enquanto necessitarmos da encarnação para evolução de nosso espírito. Um momento haverá que esta necessidade cessará e o espírito estará livre para evolução em outras paragens onde reina o amor, a compaixão e a fraternidade). Não o separemos, pois, de nós mesmos, porque apesar de sua matéria ficar na Terra no processo da morte física é nele que avaliamos as sensações do abraço de mãe, do ósculo (beijo) afetivo e das mãos carinhosas dos amigos. Através dele é que poderemos identificar angústias e aflições, que são bússolas a nos indicar que devemos mudar nossa maneira de agir e pensar, para que possamos percorrer caminhos mais adequados do que os que vivemos no momento.

A lei divina não nos pede sofrimento para que cresçamos e evoluamos, pede-nos somente que amemos cada vez mais. Cuidemos de nosso corpo, aceitemo-lo plenamente. Ele é o instrumento divino que Deus nos concede para que possamos aprender e a amar cada vez mais.

Palavras de Dr. Bezerra de Menezes: O Homem precisará ainda de muitas vacinas até alcançar a saúde integral do espírito. Enquanto isso, continuamos orientados quanto à necessidade de cuidarmos do corpo e da alma, atendendo às orientações da medicina da Terra, mas, sobretudo, não olvidando os apelos da medicina do Céu, através do uso diário dos remédios da oração, do amor, da humildade, do perdão e da caridade. Vacinem o corpo, sim. Não esqueçam, porém, de vacinarem a alma.

 

Observações do autor do estudo em Segoe Print.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Resposta de Deus – Livro Vibrações de Paz em Família – Estudo 45 – Wanderley Oliveira / Espírito Ermance Dufaux.

 

“E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível.” (Mateus 19:26)

 

Ainda que imbuídos do verdadeiro espírito de paz e harmonia, várias situações da rotina poderão perturbar nosso estado de equilíbrio interior.

Muitas vezes, os lances desagradáveis são necessários na aferição de nossa resistência e no exame de nossa capacidade de assimilar as lições do bem na escola da vida.

Uma vida em paz não é isenta de lutas e tropeços, erros e desvios, conflitos e desafios. Ao contrário, a paz verdadeira decorre da habilidade de saber extrair o melhor das mais difíceis partes da existência.

Há quem imagine paz como completa ausência de lutas e conflitos, alimentando a vertigem da fuga diante dos testes do aprimoramento espiritual.

Quando assim procedemos, deixamos de aproveitar, tanto quanto deveríamos o ensino precioso que as contrariedades podem acrescentar a cada lance do caminho diário.

Deus está, também, nos contratempos e nas decepções, nos imprevistos e nas dificuldades.

Para enxergá-Lo com clareza, evite a permanência nas lembranças desagradáveis, que são semelhantes a um eco de longa duração, pelo qual se revive e se amplia os efeitos do desgosto.

Trabalhe, ore e esqueça.

Eis a recomendação para as ocorrências diárias quando se surpreender com aferições inesperadas. Diante desta recomendação, talvez você indague: como trabalhar, orar e esquecer?

Dirige a Deus essa pergunta e não tenha dúvida que Ele responderá, porque a Ele tudo é possível.

 

Nossas existências são um aprendizado constante. 

Deus nos fez à sua imagem e semelhança, no entanto, deixou para nós mesmos construir nossa evolução. De que adiantaria Deus nos fazer perfeitos? Deus nos fazer isentos de responsabilidades? Se assim fosse seria um Universo preso à inércia, à imobilidade e consequentemente à paralisia. Toda a criação é dinâmica e ainda não encerramos a capacidade de compreender Deus. Cabe a nós, racionalmente, acreditar que tudo tem seu verdadeiro valor e, lá no fim, se houver, estaremos em condições de avaliar e sentir a presença absoluta de Deus.

 Já me perguntei o porquê do sofrimento e da dor e, depois de refletir chego sempre à mesma conclusão, dentro do meu entendimento, de que tudo isso faz parte de um sentimento último de satisfação de ter vencido a si mesmo e de ter completado a evolução espiritual por esforço e vontade própria, valorizando todo o aprendizado e tudo o que foi agregado ao nosso espírito.

Devemos, naturalmente, avaliar cada instante de nossas vidas e verificar a postura mais adequada a ser tomada em cada uma de nossas experiências, boas ou más.

Creio, considerando o caminho do meio, sem extremismos, ser necessário procurar um lugar à parte, a fim de repousar a mente e o coração na prece, sempre que nos depararmos com aquelas provas que assaltam nosso coração de maneira contundente e dolorosa.

Retirar-nos a um lugar propício e cultivar os interesses da alma é imprescindível para angariar novas forças e continuar com o trabalho na serenidade e na paz do espírito.

Em certas circunstâncias da experiência transitória, as provas e obstáculos podem ser úteis, entretanto, não podemos viver exclusivamente ao lado deles porque exerceriam sobre nós o cativeiro infernal.


Refugiar-nos no templo de nossa alma, e encontrar as verdadeiras noções da paz e da justiça, do amor e da felicidade reais, é tudo que o Senhor nos destinou.

Tudo há seu tempo e continuamente. Esta é a medida para uma vida saudável e produtiva.


Procuremos a harmonia de nossos sentimentos para uma efetiva colaboração para com o Universo e para com Deus e sua criação.


 

Observações do autor do estudo em Segoe Print.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Quem São os Regenerados – Renovando Atitudes Hammed – Psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto - Estudo


“Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes; a alma que se arrepende neles encontra a calma e o repouso, acabando de se depurar. Sem dúvida, nesses mundos, o homem está ainda sujeito às leis que regem a matéria...” (Cap. III, item 17 - ESE).

Regenerados são todos aqueles que aprenderam a compartilhar deste mundo, contribuindo sempre para a sua manutenção e continuação, e ao mesmo tempo, por perceberem que recebem à medida que doam; sustentam com êxito esse fenômeno de “trocas incessantes”. São os homens que descobriram que todos estão ligados por inúmeras formas de vida, desde o micro ao macrocosmo, e os ciclos da natureza é que vitalizam igualmente plantas, animais e eles próprios, portanto, respeitam, cooperam e produzem, não pensando somente em si mesmos, mas na coletividade em geral.

Nesse ponto lembramos trecho da Oração de São Francisco de Assis:

Ó mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado.

Sabem que ao mesmo tempo, sozinhos ou juntos, somos todos viajantes pelas estradas da vida universal, em busca de crescimento e perfeição. (Não há escapatória, um dia seremos seres Angélicos).

Voltaram-se para si mesmos e descortinaram a presença divina em sua intimidade e, portanto, agora não buscam mais somente a exterioridade da vida, mas sim, a abundância da vida íntima, fazendo quase sempre uma jornada cósmica para dentro do seu universo interior, na intimidade da própria alma.

Regenerados são os seres humanos que notaram que não podem modificar o mundo dos outros, mas o mundo em si. Que os indivíduos, lugares e ambientes, não podem ser mudados, e que as únicas coisas possíveis de serem alteradas são suas atitudes pessoais, reações e atos relacionados a esses mesmos indivíduos, lugares e ambientes de sua vida.

Conseguiram angariar sabedoria em decorrência das vivências anteriores. Diferenciam o que lhes cabe fazer e, por conseguinte, o que são deveres dos outros, e quais são os seus. Só fazem, portanto, autojulgamento, deixando a cada um fazer a sua própria avaliação.

Na realidade, trazem certas competências e destrezas alicerçadas no poder de observação, por já possuírem uma considerável “coleta de dados”. São consideradas criaturas sábias, por terem constantemente “insight”, isto é, compreensões súbitas frente a decisões e resoluções da vida. (Através das múltiplas encarnações adquirimos experiência, conhecimento, entendimento e finalmente sabedoria. Acredito, ainda, que obtemos acesso ao conhecimento Universal proporcionalmente ao nosso amadurecimento espiritual para que saibamos aproveitar esse conhecimento).

São eles homens que adquiriram a habilidade de resolver suas dificuldades com recursos novos e criativos, usando maneiras inovadoras de solucionar e concluir os acontecimentos de seu cotidiano. Reconhecem que a vida é uma sucessão de ocorrências interdependentes, por possuírem a capacidade de observar as relações existenciais, sempre lançando mão dos fatos passados, e entrelaçando-os aos fatos presentes, chegando à profunda compreensão das situações e seus problemas.

Descortinaram horizontes novos, porque reservaram no cotidiano, algum tempo para se conhecerem melhor, anotando sensações e pensamentos a fim de esclarecer para eles próprios, o porquê de sentimentos desconexos, emoções variáveis e ações contraditórias, ajudando-os, assim, a viverem de uma forma mais serena e previsível.

Obtiveram informações íntimas, surpreendentes, pois conseguiram constatar como realmente são.

Desmancharam máscaras, que inicialmente lhe davam certo conforto e segurança, porque eles mesmos reconheceram que elas lhes aprisionavam por entre grilhões e opressões.

Aprenderam que não vale a pena representar inúmeros papéis, como se a vida fosse um grande teatro, mas, sobretudo assumir sua própria missão na Terra porque constataram que, cada um tem uma cota própria de contribuição perante à criação, e que, não nasce no planeta nenhuma criatura cuja tarefa não esteja determinada.

Regenerados são os reabilitados perante as verdades eternas. Adotaram Jesus como “Sábio dos Sábios” e, por seguirem Seus passos, fazem sempre o seu melhor. Reconheceram que o erro nunca será motivo de abatimento e paralisação e, sim, aprendizado adquirido, portanto, seguem adiante pacientes consigo mesmos, e com os outros, ganhando cada vez mais autonomia e discernimento perante as leis de amor que regem o Universo.

 

Observações do autor do estudo em segoe print