segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O endereço certo

O jovem rapaz fazia os últimos preparativos para a viagem que se avizinhava.
Ficaria distante da família, do país, na busca de novos desafios profissionais.
Estava às portas de iniciar uma nova fase da vida, na qual precisaria se afastar do lar e consequentemente dos pais, dos irmãos e dos amigos.
Pela primeira vez, pensava ele, estaria sozinho, dono de si e de seu destino.
Os vinte e poucos anos davam-lhe o combustível para correr em busca dos sonhos e das aventuras, no desejo natural de se descobrir e descobrir a vida.
Certo dia, o avô o chamou, pois queria ter com ele uma conversa antes de partir.
Recebido entre abraços e brincadeiras carinhosas, o velho senhor o convidou a ouvi-lo, pois tinha um último conselho a lhe dar antes da viagem.
O jovem, afeito aos cuidados naturais do avô, imaginou que seriam as falas de sempre, aqueles conselhos para se cuidar, mandar notícias, e outras coisas do gênero.
Sentou-se e esperou. Contudo, com o peso da sabedoria que os anos lhe possibilitavam, o avô o olhou, profundamente, nos olhos e lhe disse:
Meu filho, por onde quer que você vá, não importam os caminhos e possibilidades que a vida lhe oferte, lembre-se de nunca perder o endereço de sua casa.
O rapaz achou, a princípio, que se tratava de alguma brincadeira, ou mesmo que o juízo do avô falhara por alguns instantes. Afinal, como ele iria esquecer o nome da rua, o número da casa que lhe fora lar por toda a vida?
Como assim, vovô, perder o endereço de casa? O senhor acha que eu não vou me lembrar de onde moro?
Depois de uma pausa natural, o ancião explicou:
Meu filho, muitos serão os convites que lhe chegarão. E cada convite, será uma bifurcação na estrada de sua vida. Você terá a opção de ir para um lado ou para outro.

Terá sempre a chance de dizer sim ou de dizer não. A sua resposta, para cada convite é que definirá o rumo de sua caminhada, o destino que você estará construindo para si mesmo.

Assim, quando tiver dúvidas, quando se perguntar se vale a pena isso ou aquilo, lembre-se do endereço de sua casa.

Lembre-se dos valores com que foi educado. Lembre-se de que é aqui que você aprendeu a ser honesto, honrado, solidário com o próximo, a ser uma pessoa de bem.

As propostas que o afastarem da sua casa, tenha certeza, não valerão à pena.

Não importa se possam acenar com sucesso, conquistas, dinheiro ou reconhecimento social.

Escutando as valiosas palavras do avô, o jovem, emocionado, o abraçou, guardando na alma a lição.

Os valores recebidos no lar deverão nos acompanhar vida afora, aonde quer que nos conduzam nossos passos e nas mais diversas circunstâncias, sorria-nos o sucesso ou as momentâneas nuvens do fracasso.
Os conselhos dos que nos antecederam na jornada reencarnatória devem nos merecer acurada reflexão, uma vez que, tendo experienciado determinadas lutas, eles têm, além do peso natural dos anos, a própria vivência a lhes guiar as palavras.
Pensemos nisso. Fiquemos atentos às ponderações dos que nos querem bem e somente desejam que sejamos felizes nesta vida, sob a bandeira da honestidade e da dignidade.

Redação do Momento Espírita. Em 7.8.2014.

domingo, 17 de agosto de 2014

Jesus...

Jesus, Vós que sois aquele que preenche os vazios de nossa alma, ensina-nos a caminhar assentados em vossos ensinamentos.

Dá-nos a coragem para encarar nossos vícios e defeitos a fim de que possamos retirar as névoas que encobrem as melhores propriedades do espírito.

A Tua Luz clareie as alamedas dos que ainda e agora viajam como cegos espirituais.

Emana de Vosso coração vibrações de Amor e Vida sobre a creação do Incriado para que sejam regeneradas as falhas e abusos da matéria.

Crianças Angelicais bulindo inconscientes nas arestas da vida, necessitamos mais uma vez e sempre de sua orientação para nos lembrar do caminho da retidão e do progresso.

Nossos sentidos não adquiriram a sublimidade Crística, autoafirmação e amadurecimento íntimo que sustentem um comportamento de alegria e felicidade estaqueado na Ética Cósmica.

Jesus, asas singelas e em formação, somente nos farão pairar nos ares da sabedoria universal sob a pressão dos teus ensinamentos, indicações, exemplos e abdicações.

Tateando nos mistérios da Natureza Divina, dia virá que poderemos nos atrever a seguir seus passos e pisar onde pisastes.

Nada se perde e a sutilização do espírito no tempo sideral se fará, ao olhar atento do Mestre, ponto a ponto, na razão direta do esforço e dedicação do educando.

Jesus permita-nos abrir a visão espiritual na sua presença, se estivermos em condições de suportar vossa Luz, para antever toda a grandeza da vida astral onde vive e sobrevive o Amor Incondicional que envolve todas as Inteligências Universais.

Pequeninos sobreviventes das quedas e tropeços, aguardamos ansiosos seu ombro amigo, amparo e sustento de todos os sofredores e angustiados, para alçarmos voos um pouco mais serenos e tranquilos.

Equilibra nossos espíritos para que possamos adentrar os nobres espaços das moradas felizes sem ferir e macular a nossa própria condição de filhos de Deus.


Jesus, Caminho, Verdade e Vida!



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Histórias

Cada um escreve sua história com caligrafia própria, tintas a seu gosto e cores variadas.

Podem ser duráveis, grosseiras ou refinadas, mas nada pode ser diferente daquilo que você realmente é no momento da imposição sobre o papel, da tela ou do granito.

Pincéis, cinzéis, canetas ou lápis, necessitam de mãos hábeis e determinação do protagonista para produzir a obra, espelho de nossas almas.

Navegar por entre as vidas com muita tranquilidade e paz e aproveitar o tempo de forma produtiva e elevada é a obra prima de nossas realizações.

As oportunidades podem não se repetir e para nosso bem, esmero e responsabilidade no laborioso trabalho é desejável e prudente.

O que dizer das epopeias inacabadas e que não produzem os efeitos desejados pelo autor?

Inexperiência? Imprudência? Volúpia?

A ferramenta ora à disposição do historiador é bem inestimável e intransferível. Desembaraçar-se da tarefa é preciso.

A cada um segundo as suas possibilidades e qualidades. Manipular corretamente e de acordo com a aptidão do agente é a chave do sucesso da obra. Não há porque ser diferente.

Somos chamados ao alvorecer e ao anoitecer descortinado será o produto do artífice. Cuide para que esteja acabado e bem trabalhado, pois será a imagem de seu interior.



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Sofrer...

Sofre aquele que possui as maravilhas tecnológicas modernas e o coração estiolado e diminuto.

Sofre aquele cujos sentimentos estão direcionados para objetos e coisas transitórias e passageiras e é incapaz de perceber a grandeza que o circunda.

Sofre aquele cujo olhar concentra-se em si mesmo e não aproveita as oportunidades que o cercam para elevação espiritual.

Sofre aquele que caminha sobre as desventuras alheias e não dá sequer um passo para atender as necessidades de seus irmãos da Terra.

Sofre aquele que ocupa seu tempo com mesmices e palavrórios e não é capaz de dizer uma só palavra de consolo aos desprovidos.

Sofre aquele que nem sequer imagina a força e o poder intrínseco das palavras de estímulo e apoio.

Sofre aquele que olha e não vê!

Sofre aquele que, tendo a oportunidade, não perdoa!

Sofre aquele que faz correr lágrimas rubras na face de seres em experimentação e não é capaz de verter uma única de seus próprios olhos.

Sofre aquele cujo coração se encontra empedernido, fraco e desejoso de fantasias e experimentações exóticas.

Sofre aquele que mesmo acreditando num Deus de Amor e Bondade pratica atrocidades e vilanias em seu nome!

Alegra-se aquele que renascido de seus próprios defeitos e vícios, vence a si mesmo e avança destemido e confiante em direção à Luz Maior!




terça-feira, 5 de agosto de 2014

Exercitando a Serenidade

Serenidade é preciso!

É verdade que nos dias que se sucedem uma série de emoções desequilibrantes e desafiadoras se intensificam em todos os pontos do planeta.
Não se pode negar que as tribulações e as dificuldades morais pelas quais passamos apresentam visível crescimento.
Os disparates, os comportamentos desconexos, a leviandade, a busca pelo prazer inconseqüente parecem ser o roteiro de vida de muitas e muitas pessoas que compartilham conosco a presente vivência.
Relacionam-se com o próximo como objeto de uso, em um utilitarismo calculado, para o descarte inconseqüente logo mais, sem apresentar qualquer remorso.
Tudo posso e nada me é cobrado!
Comportamentos violentos, desmedidos e infundados permeiam as relações sociais, sem espaço para a compreensão, a paciência e o respeito às limitações alheias.
Cada um que cuide de seus problemas! Ou então “Você para mim é problema seu”!
E, não raro, perguntamos para onde irá parar essa sociedade se, coroada pelas conquistas do intelecto, desenvolvida tecnologicamente, ainda rasteja nas limitações morais em que estagia.
São dias de aflição contínua, como efeito das ações perturbadoras que atingem quase todas as criaturas, sem distinção de credo, religião ou crença.
Sem distinção de lugar, país ou continente.
E não vamos cometer a imprudência de achar um culpado. Todos o somos!
Entretanto, Jesus afirmou que sobre a Terra reinaria os mansos e sóbrios de coração!
Não foi assim?
São esses mesmos dias os mais propícios para se vivenciar princípios nobres, de certa maneira rígidos, como aqueles propostos por nosso Mestre Jesus.
A insensatez e o desamor têm vida breve e, logo mais, darão espaço, em caráter perene e definitivo, para o equilíbrio, a paz e a harmonia nas relações humanas.
Estes são dias de batalha, de luta não declarada. Nas profundezas do ser!
Ela acontece no mundo íntimo, entre os vestígios de uma alma doente e um tanto violenta com as novas propostas de comportamento digno e nobre, que começam a aflorar em nossa consciência.
Também acontecem batalhas na sociedade, entre aqueles já despertos para o bem e a dignidade e os que se comprazem na desordem e na ignorância.
São dias desafiadores para todo aquele que pretenda construir uma sociedade mais feliz, mais justa e menos turbulenta.
Cabe a nós, desejosos de dias novos, não reforçarmos as desgraças ou estimularmos os embates.
Será sempre a serenidade, a tolerância, a paciência perante os fatos a melhor ferramenta para se enfrentar tais dias.
Não importa o que nos suceda. Manter a mente tranqüila, envolta na serenidade é o desafio daqueles que abraçam a certeza de que Deus está sempre no comando de tudo.

Assim, se desejamos colaborar para que os dias ganhem novos panoramas, mais lúcidos, mais felizes e mais fartos, façamos a nossa parte.
Na provocação, vamos procurar sustentar a paz. Quando aterrorizado, manter a firmeza no bem. Se afrontado até o limite, permanecer sem revidar.
Seja o nosso comportamento equilibrado e lúcido daqueles que já perceberam no Cristo o melhor roteiro a ser seguido.
Logo mais, aqueles outros, depois de exauridos no seu desequilíbrio e insensatez, irão se ajustar à conduta dos mais esclarecidos, buscando a mesma paz que observam e anseiam.
Vamos permanecer tranqüilos e serenos, exercitando a fé e a esperança e nos certificar que esses dias, são dias de aprendizado necessário para todos os que ainda não se convenceram ser o amor a melhor opção para nossas vidas.



Texto base: Redação do Momento Espírita - Capítulo 11 – Livro Ilumina-te pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Não Furtes

“Aquele que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as suas mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.” – Paulo.

Há roubos de variada natureza, jamais catalogados nos códigos de justiça da Terra.

Muito ainda terá o homem que caminhar para visualizar e deixar de “furtar” as possibilidades, os atributos e a massa de diferentes situações colocadas à sua disposição pelo Divino Criador.

Furtos de tempo aos que trabalham.

Assaltos à tranqüilidade do próximo.

Depredações da confiança alheia.

Invasões nos interesses dos outros.

Apropriações indébitas, através do pensamento.

Espoliações da alegria e da esperança.

Avareza na distribuição de seus conhecimentos.

Subtração de sentimentos nobres aos emocionalmente indefesos.

Com as chaves falsas da intriga e da calúnia, da crueldade e da má-fé, almas impiedosas existem, penetrando sutilmente nos corações desprevenidos, dilapidando-os em seus mais valiosos patrimônios espirituais...

Com as senhas da tua invigilância, espíritos das sombras, dotados de toda espécie de artimanhas e conhecimentos das dificuldades do espírito humano, semearão a maledicência, a concupiscência e a sensualidade em tua consciência e naqueles que o cercam para refrear suas boas resoluções a respeito do teu desenvolvimento espiritual.

Procura, acima de tudo, ocupar as tuas mãos em atividades edificantes, a fim de que possas ser realmente útil aos que necessitam.

Procura, acima de tudo, disciplinar seus pensamentos e orientá-los ética e moralmente, a fim de que possas criar um ambiente propício, auxiliando aos que estão desequilibrados da alma e esquecidos da generosidade humana.

Na preguiça está sediada a gerência do mal.

Aceitar alguma coisa sem o devido esforço físico ou mental é entregar-se à fraude na contabilidade Divina.

Quem alguma coisa faz, tem algo a repartir.

Busca o teu posto de serviço, cumpre dignamente as tuas obrigações de cada dia e, atendendo aos deveres que o Senhor te confiou, atravessarás o caminho terrestre sem furtar a ninguém.


Texto base: Fonte Viva – Francisco Cândido Xavier / Emmanuel



Uma xícara de café

Um grupo de profissionais, todos vencedores em suas respectivas carreiras, reuniram-se para visitar seu antigo professor.

Logo a conversa parou nas queixas intermináveis sobre 'stress' no trabalho e na vida em geral.

O professor ofereceu café, foi para a cozinha e voltou com um grande bule, e uma variedade das melhores xícaras: de porcelana, plástico, vidro, cristal, algumas simples e baratas, outras decoradas, outras caras, outras muito exóticas.

Ele disse: - Pessoal, escolham suas xícaras e sirvam-se de um pouco de café fresco.

Quando todos o fizeram, o velho mestre limpou a garganta e calma e pacientemente conversou com o grupo: - Como puderam notar imediatamente as mais belas xícaras foram escolhidas e as mais simples e baratas ficaram por último.

Isso é natural, porque todo mundo prefere o melhor para si mesmo.

Mas essa é a causa de muitos problemas relacionados com o que vocês chamam "stress".

Ele continuou: - Eu asseguro que nenhuma dessas xícaras acrescentou qualidade ao café.

Na verdade, o recipiente apenas disfarça ou mostra a bebida.

O que vocês queriam, na verdade, era café, não as xícaras, mas instintivamente vocês quiseram pegar as melhores.

Então, eles começaram a olhar para as xícaras uns dos outros.

Agora pensem nisso: A vida é o café.

Trabalho, dinheiro, status, popularidade, beleza, relacionamentos, entre outros, são apenas recipientes, que dão forma e suporte à vida.

O tipo de xícara que temos não pode definir nem alterar a qualidade da vida que recebemos.

Muitas vezes, concentrando-nos apenas em escolher a melhor xícara, nos esquecemos de apreciar o café.

As pessoas mais felizes não são as que têm o melhor, mas as que fazem o melhor com tudo o que têm.

Então lembrem-se: Viva simplesmente. Seja generoso. Seja solidário e atencioso. Cultive suas amizades. Fale com bondade.

O resto deixe com a natureza, porque a pessoa mais rica não é a que mais tem, mas a que precisa menos.

Agora desfrutem o seu café.


Autor desconhecido


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Ver

Só enxergamos o que temos a possibilidade de “ver”.

Ainda e agora.

O que não observamos com a visão não significa que não esteja lá!

“Quem tem a capacidade de ver, verá”, disse Jesus.

Quantos planos existem, mesmo com os fantásticos avanços da ciência, que não temos a menor consciência de sua existência.

Quantas formas criadas por Deus convivem diariamente conosco e não temos a percepção e a capacidade de senti-las!

Quantas consciências abstratas evoluídas nos convidam a participar de suas expectativas e não compreendemos o chamado.

Quantas esferas de conhecimento ignoramos por dificuldades intelectivas.

Quantos mistérios conscienciais a serem desvendados.

Quantas paradas absolutamente magníficas nos esperam para admirá-las!

Quantos globos idealizados por mentes perfeitas nos aguardam para apreciarmos seu perfume.

O homem, no seu universo íntimo, foi semeado para obter, após experimentação própria, a “Visão Divina” da Grande Experiência chamada “VIDA”!

Vida é muito mais que simplesmente sensações físicas de átomos de Carbono, Oxigênio e Hidrogênio, movimentando-se segundo Leis Físicas e Químicas.

Vida é experimentação sensorial. É abstração da alma. É inferir e sintetizar experiências espirituais nas ondas talhadas pelas Mãos do Criador!

“A Luz brilha na intensidade que cada um de nós e capaz de ver, porque se assim não fosse, ficaríamos cegos, inclusive da visão espiritual”!



sexta-feira, 27 de junho de 2014

A Lição do Perdão

O que você faria se, de repente, por uma circunstância qualquer, você tivesse em suas mãos a possibilidade de decidir a respeito do destino de uma pessoa que muito lhe prejudicou?

 Alguém que estendeu o manto da calúnia e destruiu o seu bom nome perante os amigos? Alguém que usurpou, com métodos desonestos, a sua empresa, fruto de seu labor de tantos anos?

 Alguém que tenha ferido brutalmente a um membro da sua família?

 Será que você lembraria a lição do perdão, ensinada por Jesus? Será que viriam à sua mente as palavras do Mestre Galileu: "bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia?"

 Recordaria a exortação a respeito de nos reconciliarmos ainda hoje com nosso adversário?

 A propósito, conta-se que um escravo tornou-se de grande valor para o seu senhor, por causa da sua honradez e bom comportamento.

 Desta forma, seu senhor o elevou a uma posição de importância, na qualidade de administrador de suas fazendas.

 Numa ocasião, o senhor desejou comprar mais vinte escravos e mandou que o novo administrador os escolhesse. Disse, contudo, que queria os mais fortes e os que trabalhassem melhor.

 O escravo foi ao mercado e começou a sua busca. Em certo momento, fixou a vista num velho escravo. Apontando-o para o seu senhor, disse-lhe que aquele devia ser um dos escolhidos.

 O fazendeiro ficou surpreendido com a escolha e não queria concordar. O negociante de escravos acabou por dizer que se o fazendeiro comprasse vinte homens, ele daria o velho de graça.

 Feita a compra, os escravos foram levados para as fazendas do seu novo senhor.

 O escravo administrador passou a tratar o velho com maior cuidado e atenção, do que tratava qualquer um dos outros.

 Levou-o para sua casa. Dava-lhe da sua comida. Quando tinha frio, levava-o para o sol. Quando tinha calor, colocava-o debaixo das árvores de cacau, à sombra.

 Admirado com as atenções que o seu antigo escravo dispensava ao velho escravo, seu senhor lhe perguntou por que fazia isso.

 Decerto deveria ter algum motivo especial: é teu parente, talvez teu pai?

A resposta foi negativa.

É então teu irmão mais velho?

Também não, respondeu o escravo.

Então é teu tio ou outro parente.

Não tenho parentesco algum com ele. Nem mesmo é meu amigo.

Então, perguntou o fazendeiro, por que motivo tens tanto interesse por ele?

Ele é meu inimigo, senhor. Vendeu-me a um negociante e foi assim que me tornei escravo.

 Mas eu aprendi nos ensinamentos de Jesus que devemos perdoar os nossos inimigos. Esta é a minha oportunidade de exercitar meu aprendizado.

O perdão acalma e abençoa o seu doador.

Maior é a felicidade de quem expressa o perdão. O perdoado é alguém em processo de recuperação. No entanto, aquele que lhe dispensa o esquecimento do mal, já alcançou as alturas do bem e da solidariedade.

 Quando se entenda que perdoar é conquistar enobrecimento, o homem se fará forte pelas concessões de amor e compreensão que seja capaz de distribuir.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Leis da Apometria I


1ª Lei – Lei do desdobramento espiritual.

                Toda vez que, em situação experimental ou normal, dermos uma ordem de comando a qualquer criatura humana, visando à separação de seu corpo espiritual (corpo astral) de seu corpo físico e, ao mesmo tempo, projetarmos sobre ela pulsos energéticos, através de uma contagem lenta, dar-se-á o desdobramento completa da criatura, conservando ela a sua consciência.

2ª Lei – Lei do acoplamento físico.

                Toda vez que se der um comando para que se reintegre no corpo físico o espírito de uma pessoa desdobrada (o comando acompanhando-se de contagem progressiva), dar-se-á imediato e completo acoplamento no corpo físico.

3ª Lei – Lei da ação à distância pelo espírito desdobrado.

                Toda vez que se ordenar ao espírito desdobrado do médium uma visita a lugar distante, fazendo com que esse comando se acompanhe de pulsos energéticos, através de contagem pausada, o espírito desdobrado obedecerá à ordem, conservando sua consciência e tendo percepção clara e completa do ambiente (espiritual ou não) para onde foi enviado.

Nota importante: Esta lei é aplicada, de ordinário, em sensitivos que conservam a vidência, quando desdobrados.

 4ª Lei – Lei da formação dos campos de força.

                Toda vez que mentalizarmos a formação de uma barreira magnética por meio de impulsos energéticos, através de contagem, formar-se-ão campos de força de natureza magnética, circunscrevendo a região espacial visada na forma que o operador imaginou.

 5ª Lei – Lei da revitalização dos médiuns.

                Toda vez que tocamos o corpo do médium (cabeça, mãos), mentalizando a transferência de nossa força vital acompanhada de contagem de pulsos, essa energia será transferida. O médium começará a recebê-la, sentindo-se revitalizado.

6ª Lei – Lei da condução do espírito desdobrado, de paciente encarnado, para os planos mais altos, em hospitais do astral.

                Espíritos desdobrados de pacientes encarnados somente poderão subir a planos superiores do Astral se estiverem livres de peias magnéticas.

7ª Lei – Lei da ação dos espíritos desencarnados socorristas sobre os pacientes desdobrados.

                Espíritos socorristas agem com muito mais facilidade sobre os enfermos se estes estiverem desdobrados, pois que uns e outros, dessa forma, se encontram na mesma dimensão espacial.

8ª Lei – Lei do ajustamento de sintonia vibratória dos espíritos desencarnados com o médium ou com outros espíritos desencarnados, ou de ajustamento da sintonia destes com o ambiente para onde, momentaneamente, forem enviados.

                Pode-se fazer a ligação vibratória de espíritos desencarnados com médiuns ou entre espíritos desencarnados, bem como sintonizar esses espíritos com o meio onde forem colocados, para que percebam e sintam nitidamente a situação vibratória desses ambientes.

9ª Lei – Lei do deslocamento de um espírito no espaço e no tempo.

                  Se ordenarmos a um espírito incorporado a volta à determinada época do passado, acompanhando-o de emissão de pulsos energéticos, através de contagem, o espírito retorna no tempo à época do passado que lhe foi determinada.

10ª Lei – Lei da dissociação do espaço-tempo.

                Se, por aceleração do fator tempo, colocarmos no futuro um espírito incorporado, sob comando de pulsos energéticos, ele sofre um salto quântico, caindo em região astral compatível com o seu campo vibratório e peso específico cármico (Km) negativo, ficando imediatamente sob a ação de toda a energia Km de que é portador.

11ª Lei – Lei da ação telúrica sobre os espíritos desencarnados que evitam a reencarnação.

                Toda vez que um espírito desencarnado possuidor de mente e inteligência bastante fortes consegue resistir à Lei da Reencarnação, sustando a aplicação dela em si próprio, por largos períodos de tempo (para atender a interesses mesquinhos de poder e domínio de seres desencarnados e encarnados), começa a sofrer a atração da massa magnética planetária, sintonizando-se, em processo lento, mas progressivo, com o planeta. Sofre apoucamento do padrão vibratório, porque o planeta exerce sobre ele uma ação destrutiva, deformante, que deteriora a forma do espírito e de tudo o que o cerca, em degradação lenta e inexorável.

12ª Lei – Lei do choque do tempo.

                Toda vez que levarmos ao passado um espírito desencarnado e incorporado em médium, fica ele sujeito a outra equação do tempo. Nessa situação, cessa o desenrolar da seqüência do tempo tal como o conhecemos, ficando o fenômeno temporal atual (presente) sobreposto ao passado.

13ª Lei – Lei da influência dos espíritos desencarnados em sofrimento, vivendo ainda no passado, sobre o presente dos doentes obsidiados.

                Enquanto houver espíritos em sofrimento no passado de um obsidiado, tratamentos de desobsessão não alcançarão pleno êxito, continuando o enfermo encarnados com períodos de melhora seguidos por outros de profunda depressão ou de agitação psicomotora.


Fonte: Apometria para Iniciantes - Patrícia Barz e Geraldo Magela Borbagatto