sábado, 25 de outubro de 2014

O Significado das Velas - Parte 1

A humanidade, desde que dominou o fogo, sempre almejou ser protagonista de sua própria fonte de luz.

As velas foram por muito tempo utilizadas para esse fim, entretanto, desde evos tempos também serviram para dinamizar e catalisar forças e energias físicas e psíquicas, no intuito de centrar e direcionar “pedidos” àqueles que mais podem ou podiam, atendendo assim aos anseios mais profundos do ser animado por uma consciência vívida, curiosa e esperançosa.

Interessante assunto que suscita muitas dúvidas e acender uma vela é até classificado como algo que não se deve fazer de forma alguma, segundo algumas religiões e crenças.

A luz branca pode ser decomposta em todas as outras cores, graças a Deus, para deleite de nossa visão física e apropriadamente utilizadas pelos artistas. Isto quer dizer que, se reunirmos as cores, tais como azul, anil, amarela, laranja, verde, vermelha, violeta em um mesmo espaço, teremos a cor branca.

Acender uma vela, qualquer que seja a cor, auxilia o ser a dinamizar energias que de outra forma seriam dispersas no tempo e no espaço pela sua inexperiência meditativa e de concentração.

A vibração do espectro varia de (-) infinito a (+) infinito e nossos sentidos captam intervalos desse espectro, ou seja, o tato identifica uma variação, a audição outra variação, assim como o órgão da visão humana capta de 4,3 x 10¹⁴ Hz a 7,5 x 10¹⁴ Hz.




Isto quer dizer que vivemos em um Universo que vibra e vibra constantemente sem que tenhamos ideia da grandeza das vibrações que nos atingem incessantemente.

Pois bem, quando acendemos uma vela, estamos dinamizando uma determinada vibração e dispersando-a no espaço a procura de determinados cruzamentos de força existentes no Cosmo e que sob determinadas condições receberão a devida atenção e retornarão em forma de “respostas” vibracionais superiores ou inferiores de acordo com o sinal emitido. Quanto maior o desejo, maior o poder de penetração dessas ondas energéticas no espaço.

Portanto a variação do espectro pode ser visualizada pelo órgão da visão humana como cores de diversos matizes que traduzem uma forma de receber o impacto das vibrações nos sensores próprios da visão. Assim fez Deus. Neste exato momento, seguindo o raciocínio, poderíamos estar vendo o som e escutando a luz.

As cores captadas têm significados simbólicos que podem mudar de acordo com a religião, a cultura, o país e as crenças pessoais.

Na Umbanda, por exemplo, acende-se uma vela azul para Iemanjá e verde para Oxóssi, isto é, pretende-se atingir essas Vibrações Primordiais através de suas cores específicas.

Cada Vibração Primordial tem sua característica própria dentro das concepções humanas e descrevemos a seguir alguns significados associados às cores.

Vela Vermelha – Acesa quando se precisa de coragem, ânimo, determinação, força, ação, dinamismo, vigor e proteção. Para vencer a si próprio e seus medos. Abrir caminhos.

Vela Laranja – Acesa quando há necessidade de força mental, aumento da confiança, criatividade e entusiasmo.

Vela Amarela – Acesa quando há necessidade de cura energética, clarear a mente, abrir o intelecto, firmar os pensamentos, desenvolver a espiritualidade.

Vela Verde – Quando necessário calma, tranquilidade e equilíbrio. Cura física e espiritual, fertilidade, estabilidade e abundância.

Vela Azul – Acesa quando se deseja adquirir calma, serenidade, sabedoria, desenvolver e trabalhar a paranormalidade, sensitividade e intuição.

Vela Violeta ou Lilás – Acesa quando necessário transmutar energias, transformar negatividade, ter inspirações, aumentar a intuição, combater o “estresse” e acalmar-se.

Vela Rosa – Acesa para fortificar relacionamentos afetivos e reforçar o campo emocional.

Vela Branca – Representa a pureza e a sinceridade. Utilizada para obtermos paz de espírito, harmonia, equilíbrio em nossas casas, limpeza, cura, reconciliação e iluminação.

Vela Marrom – Acesa quando necessitamos esclarecimentos de nosso carma. Utilizada para obter a justiça divina e a orientação correta de nossos desejos.


Todo desejo encontra o retorno próprio, portanto muita sinceridade e cuidado quando efetivarmos pedidos para que não sejam descabidos.



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Ninguém é livre sem dominar a si mesmo - Pitágoras

Pitágoras foi uma das encarnações do Mestre Ascenso Kuthumi.

Os Versos de Ouro são um dos textos da Escola de Crotona, dos legados à humanidade deixados por Pitágoras; um legado de grande valor que se for colocado em prática é capaz de levar o  discípulo para o caminho da Sabedoria Divina e da Ascensão.

Estes versos expressam com clareza, os compromissos pitagóricos para com a vida cotidiana assinalando um caminho de transformação de cada indivíduo; a verdadeira alquimia.

Embora Pitágoras tenha escrito esses versos há mais de 2.500 anos, ainda hoje, eles são tão atuais quanto o foram na Antiga Grécia.

Os 72 Versos:

1. Honra em primeiro lugar os deuses imortais, como manda a lei. 
- (Amar a Deus acima de todas as coisas e honrar aos que se elevaram ao Seu lado, "os mestres ascensos").

2. A seguir, reverencia o juramento que fizeste. 
- (O compromisso que fizemos perante Deus, antes da primeira encarnação, para cumprir uma missão aqui na Terra).

3. Depois os heróis ilustres, cheios de bondade e luz. 

4. Homenageia, então, os espíritos terrestres e manifesta por eles o devido respeito. 
- (Os espíritos da natureza).

5. Honra em seguida a teus pais, e a todos os membros da tua família.

6. Entre os outros, escolhe como amigo, o mais sábio e virtuoso.

7. Aproveita seus discursos suaves, e aprende com os atos dele, que são úteis e virtuosos.

8. Mas não afasta teu amigo por um pequeno erro. 
- (Por que errar é humano).

9. Porque o poder é limitado pela necessidade.

10. Leva bem a sério o seguinte: Deves enfrentar e vencer as paixões:

11. Primeiro a gula, depois a preguiça, a luxúria, e a raiva.

12. Não faz junto com outros, nem sozinho, o que te dá vergonha.

13. E, sobretudo, respeita a ti mesmo.

14. Pratica a justiça com teus atos e com tuas palavras.

15. E estabelece o hábito de nunca agir impensadamente.

16. Mas lembra sempre um fato, o de que a morte virá a todos;

17. E que as coisas boas do mundo são incertas, e assim como podem ser conquistadas, podem ser perdidas.

18. Suporta com paciência e sem murmúrio a tua parte, seja qual for, 
- (Evite reclamar da vida).

19. Dos sofrimentos, que o destino determinado pelos deuses, lança sobre os seres humanos.

20. Mas esforça-te por aliviar a tua dor no que for possível.

21. E lembra que o destino não manda muitas desgraças aos bons.

22. O que as pessoas pensam e dizem varia muito; agora é algo bom, em seguida é algo mau.

23. Portanto, não aceita cegamente o que ouves, nem o rejeita de modo precipitado.

24. Mas se forem ditas falsidades, retrocede suavemente e arma-te de paciência.

25. Cumpre fielmente, em todas as ocasiões, o que te digo agora:

26. Não deixa que ninguém, com palavras ou atos,

27. Te leve a fazer ou dizer o que não é melhor para ti.

28. Pensa e delibera antes de agir, para que não cometas ações tolas,

29. Porque é próprio de um homem miserável, agir e falar impensadamente.

30. Mas faze aquilo que não te trará aflições mais tarde, e que não te causará arrependimento.

31. Não faze nada que sejas incapaz de entender.

32. Porém, aprende o que for necessário saber; deste modo, tua vida será feliz.

33. Não esquece de modo algum a saúde do corpo,

34. Mas dá a ele, alimento com moderação, o exercício necessário e também repouso à tua mente.

35. O que quero dizer com a palavra moderação é que os extremos devem ser evitados.

36. Acostuma-te a uma vida decente e pura, sem luxúria.

37. Evita todas as coisas que causarão inveja,

38. E não comete exageros. Vive como alguém que sabe o que é honrado e decente.

39. Não age movido pela cobiça ou avareza. É excelente usar a justa medida em todas estas coisas.

40. Faze apenas as coisas que não podem ferir-te, e decide antes de fazê-las.

41. Ao deitares, nunca deixe que o sono se aproxime dos teus olhos cansados,

42. Enquanto não revisares, com a tua consciência mais elevada, todas as tuas ações do dia.

43. Pergunta: "Em que errei? Em que agi corretamente? Que dever deixei de cumprir”?

44. Recrimina-te pelos teus erros, alegra-te pelos acertos.

45. Pratica integralmente todas estas recomendações. Medita bem nelas. Tu deves amá-las de todo o coração.

46. São elas que te colocarão no caminho da Virtude Divina,

47. Eu o juro por aquele que transmitiu às nossas almas, o Quaternário Sagrado.

48. Aquela fonte da natureza cuja evolução é eterna.

49. Nunca começa uma tarefa, antes de pedir a bênção e a ajuda dos Deuses.

50. Quando fizeres de tudo isso um hábito,

51. Conhecerás a natureza dos deuses imortais e dos homens,

52. Verás até que ponto vai a diversidade entre os seres, e aquilo que os contém, e os mantém em unidade.

53. Verás então, de acordo com a Justiça, que a substância do Universo é a mesma em todas as coisas.

54. Deste modo não desejarás o que não deves desejar, e nada neste mundo será desconhecido de ti.

55. Perceberás também, que os homens lançam sobre si mesmos, suas próprias desgraças, voluntariamente e por sua livre escolha.

56. Como são infelizes! Não vêm, nem compreendem que o bem deles, está ao seu lado.

57. Poucos sabem como libertar-se dos seus sofrimentos.

58. Este é o peso do destino que cega a humanidade.

59. Os seres humanos andam em círculos, para lá e para cá, com sofrimentos intermináveis,

60. Porque são acompanhados por uma companheira sombria, a desunião fatal entre eles, que os lança para cima e para baixo sem que percebam.

61. Trata, discretamente, de nunca despertar desarmonia, mas foge dela!

62. Oh Deus nosso Pai, livra a todos eles de sofrimentos tão grandes,

63. Mostrando a cada um o Espírito que é seu guia. 
- (O EU Superior - Anjo da Guarda).

64. Porém, tu não deves ter medo, porque os homens pertencem a uma raça divina,

65. E a natureza sagrada tudo revelará e mostrará a eles.

66. Se ela comunicar a ti os teus segredos, colocarás em prática com facilidade todas as coisas que te recomendo.

67. E ao curar a tua alma a libertarás de todos estes males e sofrimentos.

68. Mas evita as comidas pouco recomendáveis para a purificação e a libertação da alma.

69. Avalia bem todas as coisas,

70. Buscando sempre guiar-te pela compreensão divina que tudo deveria orientar.

71. Assim, quando abandonares teu corpo físico e te elevares no éter,

72. Serás imortal e divino, terás a plenitude e não mais morrerás.

Pitágoras





Reforma Íntima - 20 Exercícios


Executar alegremente as próprias obrigações.

Silenciar diante das ofensas.

Esquecer o favor prestado.

Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.

Emudecer a nossa agressividade.

Não condenar as opiniões que divergem da nossa.

Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.

Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume.

Treinar a paciência constantemente.

Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores.

Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.

Desculpar sem desculpar-se.

Não dizer mal de ninguém.

Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.

Alegrar-se com a alegria dos outros.

Não aborrecer quem trabalha.

Ajudar espontaneamente.

Respeitar o serviço alheio.

Reduzir os problemas particulares.


Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Velocidade do Pensamento II

Temos a ideia exata do alcance de nossos pensamentos?

Não estou aqui me referindo aos aspectos éticos ou morais e sim ao alcance das ondas irradiantes e das vibrações psíquicas.

Alguns autores nos trazem a informação de que o pensamento percorre 3.000.000 quilômetros por segundo.

Afirmo que não há limite para as ondas psíquicas, uma vez livres no espaço cósmico.

Diria mesmo que se nesse exato momento pensássemos em Betelgeuse ou Alpha Orionis (estrela supergigante vermelha da Constelação de Orion) distante de nossa Terra 642,5 anos-luz, lá estaríamos em menos de um décimo de segundo.

Logo nosso pensamento percorreria 642,5 x 9,5 trilhões de quilômetros em 0,1 segundo ou, feito os cálculos, 61 quadrilhões de quilômetros em um segundo. É muito rápido.

Atravessaríamos a Via Láctea no seu eixo maior, de lado a lado, em aproximadamente 15,5 segundos.


Acredite se quiser e boa viagem.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Reparando Débitos

Uma das maiores preocupações do ser humano é a possibilidade de não ser perdoado e “morrer” levando consigo complexos de culpa e arrependimento para o “outro lado”, qualquer que seja. Cada filosofia, crença, religião tem o seu “outro lado da vida”.

Para os Católicos, “Céu, Inferno e Purgatório de acordo com o comportamento religioso perante a vida”.

Para os Budistas o indivíduo está no inferno quando a sua mente está perturbada e no céu quando sua mente está calma.

Para aqueles que seguem o Alcorão ou Corão o dia do julgamento final será o dia em que todas as pessoas, sem exceção, serão ressuscitadas e julgadas por seus atos durante a vida. Aqueles que viveram corretamente segundo o Livro Sagrado irão para o paraíso, mas aqueles que viveram em desacordo com Alá e os seus mensageiros e não se arrependeu, serão lançados no Geena ou Inferno.

O espiritismo trata a questão de uma forma mais específica quando reafirma as palavras de Jesus quando diz que “Há muitas moradas na casa de meu Pai” e que cada espírito, de acordo com seu peso específico vibracional e energético, será alçado de forma compulsória àquela morada de seu merecimento.

O “estado” de culpa da alma é facilmente identificado e detectável pela consciência do indivíduo e podem ter a certeza de que se “ela” está nos cobrando, é porque algo devemos.

Prosseguindo...

Texto da Redação do Momento Espírita em 04.10.2014

Existe erro irreparável? Será que acontecem tropeços na vida que jamais poderemos ressarcir?
Quando nos damos conta de alguma atitude errada, de uma ação desmedida, é natural que busquemos reparar o erro.
Quando nos conscientizamos do engano, a consciência, por processo natural, nos pede para ressarcirmos perante a vida, o que dela, de uma ou de outra forma, extorquimos.
Então nos armamos de coragem, humildade e entendimento, para buscar os meios de corrigir o erro.
Porém, é verdade que não raras são as situações onde essa reparação não se mostra tão simples ou corriqueira.
Alguns equívocos se alastram por toda a existência, sem oportunidade ou, por vezes, coragem de serem reparados.
São aqueles de difícil solução, envolvendo circunstâncias que nos fogem ao controle.
Assim, se pensamos em uma única existência, a resposta para a primeira pergunta será, inevitavelmente, Sim: existem erros irreparáveis.
Seja por dificuldades pessoais ou circunstâncias que se imponham, haverá situações que não permitirão reparação, nesta vida.
Basta que recordemos quantas pessoas concluem a sua jornada na Terra sem terem conseguido perdoar o próximo, ou sem terem tido a oportunidade de pedir perdão.
No entanto, lemos nos Evangelhos que Jesus afirmou que ninguém deixará a Terra sem antes pagar até o último ceitil, ou seja, a última moeda.
Se assim assevera o Mestre, como explicar essas situações onde a morte nos alcança antes de nos reabilitarmos?
Como pagar todas essas dívidas?
A orientação de Jesus, nos ensinando que pagaremos tudo antes de deixar a Terra, mostra a bondade de Deus, e o alcance da Providência Divina.
Mostra-nos o Mestre que, mesmo que nesta existência não tenhamos a oportunidade de restabelecer a paz de consciência, outras se apresentarão.
Esta vida poderá se esgotar, mas outras virão.
Outra vida, outras oportunidades em que poderemos reencontrar os desafetos, para nos perdoarmos mutuamente.
Voltarmos a conviver com aqueles a quem magoamos, ferimos, de muitas e diversas formas para nos ajustarmos, agindo de forma oposta.
Isso explica algumas situações difíceis, no seio familiar. São os desafetos de outros tempos a nos convidar para refazermos laços de amizade, de compreensão.
Não renascemos para cobranças, mas para reformularmos nossa maneira de ser, onde os sentimentos de perdão, tolerância, doação se devem fazer presentes.
Por isso, tudo o que nos ocorre são as respostas do ontem que nos chegam, dando-nos a chance de pagar as moedas da dívida contraída outrora.
E tudo acontece sob a chancela da Divindade. Nenhuma injustiça, nenhum fato sem um bom e justo motivo. Exatamente como ensinou o Mestre Jesus: A cada um segundo as suas obras.
Cada um colhe o que semeou, em estação recente ou há muito tempo. Flores para quem lançou as sementes do bem, cardos e espinhos para quem somente provocou dores e sofrimentos em alheias vidas.
Pensemos nisso e, se não podemos modificar a semeadura do ontem, tenhamos a certeza de que somos os detentores de todo o poder para a melhor escolha da lavoura, nestes dias de hoje. 


A verdade é que todo ser humano na sua busca pela felicidade deve encontrar em si mesmo os caminhos mais favoráveis para que resolva suas pendências perante a vida com brevidade, leveza e assertividade, pois Jesus afirmou que antes de “Fazermos nossa oferta a Deus, aqui no sentido mais amplo do entendimento, necessário reconciliar-se com os inimigos”.



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A "Besta" apocalíptica

PERGUNTA: - Quais são as características que revelam definitivamente a presença da Besta em nosso mundo?

Ramatís: - A sua presença no vosso mundo é indubitável, visto que se está cumprindo entre vós esta profecia: “O que está em cima ficará em baixo, e o que está embaixo ficará em cima”.
            É o momento em que os costumes, as convenções e as tradições comuns, que demarcam o pudor e a honestidade, se inverterão, sendo levados à conta de concepções obsoletas e de preconceitos tolos, diante da pseudo-emancipação do século. Sob rótulos pitorescos e terminologias brilhantes, as maiores discrepâncias de ordem moral são aceitas como libertação filosófica ou nova compreensão da vida!
            Para os realistas do século atômico, emancipação significa libertação do instinto inferior, com o cortejo de sensações animais, que se disfarçam sob o fascínio do traje e dos cenários da civilização moderna. Multiplicam-se então os antros do prazer fescenino e do jogo aviltante; proliferam as indústrias alcoólicas; desbraga-se a carne moça recém-saída da escola primária; proliferam os costureiros especialistas em ressaltar os contornos anatômicos femininos; enriquecem-se os fotógrafos dos ângulos lascivos da mulher; rompem-se os laços íntimos da família no conflito dos bens herdados; os desgraçados sofrem fome na vizinhança dos banquetes aristocráticos do caviar ou do faisão importado; as mulheres pobres tremem de frio diante dos casacos de pele de elevadíssimo preço, ostentados por mulheres sobrecarregadas de joias raras! Pouco a pouco odeia-se o trabalho, pois a fortuna se consegue mais facilmente a golpes de desonestidade; desconfia-se da religião, porque os seus instrutores fazem do templo uma casa de negócio e o contacto com os ricos lhes rouba o tempo para atender ao pobre! O mundo se povoa de cassinos, boates, antros de tolerância que se instalam em promiscuidade coma s residências de pessoas dignas; surgem os estádios faraônicos, mas apodrece o vigamento do hospital edificado à custa de esmolas; aumenta o comércio do livro obsceno e negocia-se a carne da mulher seduzida pela vida fácil! A verdadeira beleza do espírito perde o controle estético dos objetivos superiores; aumentam os frigoríficos, as charqueadas e os açougues-modelo, para matança organizada do irmão inferior, que é enlatado e servido sob os mais pitorescos cardápios; aumenta a carga dos prostíbulos e pede-se a construção de mais penitenciárias! Enquanto isso, os psicólogos e os filósofos sentenciosos ironizam a “ingênua” beleza moral apregoada pelo Evangelho de Jesus e propalam, sob precioso tecnicismo de fascinação dos incautos, que estamos na época de emancipação do homem e de sua libertação dos preconceitos de antanho!


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Batismo

ETMOLOGIA – Batismo – Do grego bapto e baptismos – Significa ablução (lavagem do corpo ou de parte dele), imersão, banho. É o nome que designa os ritos de iniciação em diferentes religiões e crenças. O ritual do batismo era uma prática muito difundida na Palestina. Provinha dos antigos mistérios da Grécia, do Egito, dos Essênios, dos Celtas, dos Druidas e de muitas outras culturas.

ORIGEM – João Batista nada mais fazia do que usar esta prática para ajudar as pessoas a se modificarem. Usava a água em adultos, certo de que estes teriam compreensão apara o arrependimento. Este ato “folclórico”, simples e puro, foi transformado no culto cristão num processo “mágico” de purificação da alma, destinado a lavar a mancha do pecado original de Adão e Eva impregnada nas almas das crianças recém-nascidas.

NÃO BATIZAVAM CRIANÇAS – Na época só os adultos eram batizados, porque eles tinham do que se arrepender e podiam analisar o certo e o errado para se renovarem moralmente. A Igreja Católica Romana, com a falsa justificativa de “não ir para o céu”, adotou a prática de batizar a criança tão cedo quanto possível, ante a possibilidade de morrer prematuramente com a mácula do original pecado, o que seria desastroso para ela. Essa interpretação do batismo de João é uma grande injustiça.

Imaginemos Chico Xavier, Gandhi, Buda e outros grandes da humanidade, chegando ao mundo espiritual e alguém os recebendo e dizendo: Vocês fizeram muita caridade e seguiram a vontade de Deus, mas não poderão entrar no reino do céu porque não foram batizados.

Onde estaria a justiça de Deus? Segundo Jesus: “A cada um segundo as suas obras” ou cada um prestará contas de si para Deus, ou seja, cada um é responsável pelos seus atos, cada um receberá por aquilo que fez... seja batizado ou não!

Crenças devem ser respeitadas. Cada um deve proceder de acordo com a sua consciência.

O que não podemos é nos deixar influenciar por determinadas posições que não passam pelo crivo da razão.

O COSTUME – João no seu ritual do batismo, imersão nas águas do Rio Jordão, ressaltava ser indispensável o arrependimento, o reconhecimento dos deslizes do passado para receber as benções que o mensageiro divino traria. Não devemos nos esquecer de que até aquele momento Jesus ainda não havia iniciado sua vida messiânica.

A imersão era precedida de uma confissão pública e da profissão de fé do iniciado, que se dispunha à renovação, combatendo as próprias mazelas (reforma íntima). O batismo, portanto, era tão somente um divisor de águas, o marco de uma vida nova. A partir daquele momento o convertido dispunha-se a ser outra pessoa.

Quando perguntavam a João: “O que devemos fazer?” Ele respondia: “Produzir frutos sinceros de arrependimentos... Aquele que tem duas túnicas dê uma ao outro que nenhuma possui... E quem tem o que comer, divida com o que passa fome”.

O costume de batizar não tem origem no cristianismo, pois nos relatos de diferentes seitas de povos da Antiguidade encontramos referências a banhos purificadores, aspersões e imersões que preparavam os crentes para o culto às suas divindades. 

Foi João quem deu início à prática do batismo entre os Judeus de modo popular. Ele mergulhava o indivíduo nas águas do Rio Jordão, num ato simbólico de batismo, para anunciar a vinda do Cristo e convidar o povo a se arrepender dos seus pecados e, se propor a uma renovação moral. É o que fica evidente em passagens como estas: “Arrependei-vos, fazei penitência, porque é chagado o reino dos céus”; “Eu na verdade, vos batizo com a água para vos trazer à penitência; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu, cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo”. João Batista deixava claro que Jesus batizaria as pessoas não mais com água, mas com o Espírito Santo e com o fogo.

O batismo de água empregado por João era simbólico, significando o arrependimento dos erros; o batismo de fogo simboliza o esforço para se melhorar; o de espírito santo simboliza alcançar a sintonia e o intercâmbio sutil com a espiritualidade superior.

PORTANTO, o batismo de fogo, pelo qual Jesus se mostrava ansioso, não era outra coisa senão a luta que os belos e nobres ideais do cristianismo precisou enfrentar, e continua enfrentando, para que os privilégios, a tirania e o fanatismo venham a desaparecer da face da Terra, cedendo lugar a uma ordem social fundada na justiça, na liberdade e na concórdia.

Ainda, o batismo do Espírito Santo é a assistência, a inspiração dos Espíritos Purificados, concedidos pelo Cristo, em nome do Senhor, aos homens, que então as recebem mediunicamente e mesmo se comunica com aqueles Espíritos nas condições e na proporção dos tipos de mediunidade que lhe são outorgados.

Os discípulos receberam o batismo do Espírito Santo no dia de Pentecostes, no Cenáculo de Jerusalém, onde, segundo os Atos dos Apóstolos, pela primeira vez, se registrou esse grandioso fato histórico do Cristianismo, em que houve derrame do Espírito na forma de línguas de fogo sobre os Apóstolos.

EMMANUEL nos trás: “Os espiritistas sinceros, isto é, todo aquele que acredita que somos espíritos encarnados, na sagrada missão de paternidade, devem compreender que ao batismo, aludido no Evangelho, é o da invocação das bênçãos divinas para quantos a eles se reúnem no intuito santificante da família”.

“O espiritista deve entender o batismo como o apelo do seu coração ao Pai de Misericórdia, para que os seus esforços sejam santificados no instituto familiar, compreendendo por toda a vida, na renúncia e no sacrifício, em favor da perfeita cristianização dos filhos, no apostolado do trabalho e da dedicação”.

"A renovação da alma pertence àqueles que ouviram os ensinamentos do Mestre Divino, e que exercitam através da prática. Pois, muitos recebem notícias do Evangelho, todos os dias, mas somente os que ouvem e praticam estarão transformados”.

ALLAN KARDEC nos trás: “Reconhece-se o espírita, pelo esforço que ele faz para melhorar-se”; “O espírita deve ser hoje melhor do que foi ontem, e ser amanhã melhor do que foi hoje”. Este deve ser o batismo de fogo dos espíritas.

BATIZAR UMA CRIANÇA OU ADULTO NO MEU CONCEITO, QUANTO ESPIRITISTA, ESOTÉRICO E CRISTÃO, NOS LEMBRA:

De nossa RESPONSABILIDADE no intuito de fazer chegar ao indivíduo o que lhe é proveitoso para incorporar à sua vida espiritual os ensinamentos que lhe propiciarão caminhar em direção à perfeição.

De nossa CORAGEM para incutir as mudanças interiores que devem acontecer ao largo do tempo, com a vigilância indispensável à produção de fatores elevados para o desenvolvimento intelecto-moral do batizado.

De nossa COERÊNCIA quanto aos ensinamentos proferidos de maneira ser sempre sim, sim e não, não. A dubiedade trás insegurança.

De nossa ÉTICA para evidenciar que o mal com o bem se vence e que todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam. Fazer com que se reconheça como um verdadeiro cristão pela edificação moral e pelos esforços que emprega para domar suas más inclinações.

De nosso COMPROMISSO no sentido de informar o que diz respeito a cada um e no esforço que deve ser envidado em favor da construção do próprio futuro. Elucidar as situações dolorosas, explicando as suas causas e oferecendo os instrumentos para sua erradicação, com a consequente edificação de dias felizes e proveitosos.

De nossa SIMPLICIDADE como exemplo de culto às amizades genuínas, ao amor desinteressado, à serenidade do espírito, à paz nas relações humanas, levando-o à alegria de viver.

De nosso AMOR nos ensinamentos que sugerem harmonia e abrandamento dos instintos desequilibrados e inferiores. Amor como combustível que acende a chama da vida e promove o incentivo ao trabalho desinteressado. Amor renovando a vida. Amor incentivando a brandura e amenizando o ódio. Amor promovendo o esclarecimento e alimentando a esperança. Amor gerando entendimento e defendendo a vida.

Finalmente que o Batismo possa fazer de cada um de nós Seres Divinos merecedores de créditos e possamos ser chamados “Filhos e Herdeiros de Deus, à sua Imagem e Semelhança”.


Que Jesus guie nossos passos hoje e sempre, pois ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.



terça-feira, 30 de setembro de 2014

A Folha e a Árvore.


Te alimentei por determinado tempo e lhe ensinei toda a minha sabedoria e do alto de tua morada vislumbrava o céu e o chão que iria um dia te recolher.

No início, na sua juventude, o vento, o frio, o sol e a chuva pouco te incomodavam, mas nada é para sempre, tudo tem seu princípio e fim.

Quando desprendida de tua ligação materna, flutuou nos ares do Conhecimento Cósmico, solitária, tomando direções aleatórias e mal definidas, levada pelos fluxos incessantes da vida.

Ocultando suas possibilidades de entendimento se deixou levar pelas forças da natureza, ora para baixo, ora para cima, ora para os lados.

Após o desarme das amarras físicas, uma sensação de abandono evidenciou-se e a gelidez percorreu as nervuras de seu ser. A seiva não mais percorria suas veias alimentares e o colorido esvaia-se lentamente.

Agora, de baixo para cima, o fundo verde de diversos tons se distanciava rapidamente e a sensação de vazio crescia à medida que aquela terra se aproximava.

Pequenos seres despediram-se de antemão, seguindo caminhos e tarefas independentes e igualmente consideráveis.

O choro abafado e imperceptível aos capilares auditivos das almas humanas, fremiam nos sensíveis corações dos despertos do amanhã.

O Sol se fora e a Lua chegara.

As pequeninas criaturas preparadas para o esvaziamento de vida e o “Apocalipse” trabalhavam arduamente para a efetivação dos desígnios da existência.

E assim acomodaram-na afetuosamente no último reduto, no solo sagrado da “Mãe Terra”.