sábado, 16 de junho de 2012

Reflexões de Fé e Esperança



 Nesse mundo de tribulações onde o culto ao passageiro e ao ilusório é apresentado através dos meios de comunicação como solução para os problemas da humanidade, onde as responsabilidades são tênues e a ética é produto raro, onde as pessoas são chamadas constantemente a apreciar assuntos degradantes ferindo os princípios da moralidade, onde se perpetua a lei do mais forte e poderoso em detrimento da fraternidade; mais do que nunca é preciso fortalecer nossos sentimentos poderosos de fé e esperança, redobrar nossas convicções, para que jamais percamos a autoestima e a certeza de que estamos constantemente cercados de amigos, encarnados ou desencarnados, que sempre dirigem ou intuem uma palavra de apoio e sustentação em nossos momentos de desequilíbrio. 

Aquele abraço reconfortante nos momentos de desesperança e aflição.

Fé e esperança de que a vida não acaba aqui, não acaba nesse momento, de que existe algo para além dessa sofrida existência repleta de contradições, e de que poderemos alcançar a perfeição, depois de muitas idas e vindas e depois de muitas vivências quer no mundo material quer no mundo espiritual.

Fé e esperança na força do amor, no poder da tolerância, na magia da compaixão, na alegria da solidariedade e na pureza da fraternidade.

Fé e esperança para que não fiquemos parados à beira do caminho a mercê desses ventos desequilibrantes sem termos a necessária coragem para avançar...

Fé e esperança para que a humanidade possa prosseguir na sua jornada de aperfeiçoamento rumo à Divindade auxiliada pelas vibrações Crísticas de sustentação e amparo.

Aqueles que realizam mentalmente essas reflexões podem enumerar diversas outras razões para se garimpar essas duas pepitas, esse verdadeiro tesouro da alma, essa dupla chama que jamais se apaga mesmo naqueles espíritos desventurados e solitários.

Tenhamos fé e esperança de que somos muito importantes nesse cenário e depende somente de nós levarmos essa luz adiante para que nunca se apague nos corações dos homens. Para que façamos brilhar nos olhos de todos a certeza de que não estamos na inércia e que nosso velho mundo se fará novo nas atitudes positivas de cada um, e que terá o esplendor e a grandiosidade que soubermos lhe atribuir.

Que possamos refletir sobre essas palavras e fortalecer nossa fé nos ensinamentos de Jesus e nas suas proposições de melhoramento do espírito humano.



quarta-feira, 13 de junho de 2012

Equilíbrio Espiritual

 
Imaginemos alguém que, com um perfume muito forte, permanece determinado tempo em ambiente fechado. A fragrância do seu perfume irá se espalhar pelo ambiente, que ficará impregnado, durante algum tempo, com o odor característico. Da mesma forma, o resultado do que pensamos e sentimos, fica indelevelmente plasmado naqueles ambientes que mais costumamos freqüentar.

Assim, os nossos lares, os ambientes de trabalho, os locais onde se realizam cultos religiosos e de outros tipos, ficam com suas atmosferas marcadas pelas formas-sentimento e formas-pensamento que comumente ali são expressas. Quem penetrar em um desses ambientes, inconscientemente ou não, se sentirá inclinado a sintonizar-se psiquicamente com as vibrações ali caracterizadas, sejam agradáveis ou desagradáveis.

Por outro lado, se alguém com um perfume muito forte nos abraça, inevitavelmente herdaremos o odor que dessa pessoa é emanado, seja ele prazeroso ou não. Da mesma forma que o perfume alheio nos invade a atmosfera pessoal, as vibrações espirituais de quem nos abraça também nos invadem a organização íntima, nem que essa troca energética se processe - e também se conclua - em poucos segundos, tempo necessário para que as defesas energéticas da aura administrem a invasão energética. Em resumo, estamos sempre marcando, com a "nossa fragrância espiritual", as pessoas e os ambientes com os quais convivemos e, ao mesmo tempo, recebendo a suas influências. Quando e se, as nossas defesas espirituais estiverem em boa forma, assimilaremos apenas o que nos for positivo e rechaçaremos o que não for. Esse processo é inconsciente, como também o é o da defesa orgânica que os anticorpos promovem em nosso corpo, sempre que necessário. É tudo tão rápido que o cérebro físico-transitório não dá conta, apesar de ser ele que administra todo o processo, como também o faz, a nossa mente espiritual, quando o caso se relaciona com as vibrações de terceiros que nos invadem o espírito.

É importante perceber que, uma simples troca de olhares, um aperto de mão, um abraço, uma relação sexual, por exemplo, são situações em que a troca energética acontece, independentemente de querermos ou não. Quando a nossa resultante de defesa vibratória é positiva - normalmente assim o é nas pessoas que tem bom ânimo, não se deixam entristecer pelos fatos, são disciplinados no campo da oração e/ou meditação. - pouco nos invade a energia alheia, se isto for nos servir de transtorno ao nosso equilíbrio energético. Ao contrário, se estivermos em baixa condição de defesa energética, tal qual um prato de alimento estragado que inapelavelmente irá causar “estragos” no nosso organismo, a energia deletéria alheia nos desarmonizará durante pouco ou muito tempo, conforme for a nossa capacidade psiquica-espiritual em restabelecer o equilíbrio que nos caracteriza, seja ele de que nível for.

As crianças pequenas que sequer andam, normalmente tem energia passiva, e sofrem um bocado quando ficam "passando de braço em braço", recebendo verdadeiras descargas energéticas que normalmente lhes causam desequilíbrios de toda ordem. Se os pais terrenos disso soubessem, outras seriam as suas posturas em relação a permitirem que seus filhos andem de "braço em braço".

Portanto, estamos a todo o momento, trocando energias com as pessoas e com os ambientes que nos rodeiam. O equilíbrio - leia-se, saúde espiritual - de cada um, é o único antídoto a impedir que as vibrações negativas, alheias à nossa organização espiritual, penetrem no nosso íntimo. Saber conviver sem sintonizar com a energia de terceiros é postura que somente os mestres de si mesmos conseguem plasmar na difícil coexistência com os demais. Ao contrário, se a toda hora temos a sensibilidade pessoal invadida por problemas e influências de outras pessoas e/ou situações, ficamos sempre à mercê dos "outros nos deixarem" ficar em paz. Assim, a nossa paz íntima dependerá dos outros, jamais de nós próprios; o nosso controle será sempre refém do descontrole alheio; a nossa fragrância espiritual estará sempre mesclada com a dos outros; enfim, dificilmente conseguiremos ser donos de nossa própria vida.

Se pretendemos ser os arquitetos e atores da nossa própria caminhada evolutiva é mister que cuidemos do nosso equilíbrio espiritual, escolhendo quando e como sintonizar com as vibrações alheias, seja em uma conversa, em um convívio mais íntimo, numa palestra, enfim, numa simples leitura, como é o caso que ora ocorre, pois, até o que lemos pode nos ser motivo de enriquecimento ou de desarmonia interior, já que é vibração que nos penetra a alma.

Lembremo-nos de que: a soberania espiritual passa necessariamente pelo controle das emoções; a saúde do nosso corpo dependerá da qualidade do que nos alimentamos; o equilíbrio do nosso espírito depende e, em muito, do que nos permitimos sintonizar, através dos sentidos.

Afinal, se a massa e energia são aspectos de um mesmo padrão existencial, sintonia e vibração formam o elo entre toda a massa e energia que existe, independente das formas transitórias que venham a assumir.

Melhoremos a nossa vibração pessoal e eduquemos os nossos padrões de sintonia. Isto feito, estaremos despertando no nosso íntimo, a grande herança que recebemos do Pai Celestial.
 
Excelente texto de Jan Val Ellam  
Livro: "Queda e Ascensão Espiritual"


sábado, 2 de junho de 2012

O Tamanho do Universo – Parte II



Vamos tentar visualizar o tamanho de nosso universo tomando por base as dimensões de alguns astros que são observáveis através dos grandes telescópios e outros dispositivos de que dispõe a humanidade nos dias de hoje.

Planetas do nosso Sistema Solar







Diâmetro dos planetas de nosso sistema solar

Diâmetro do Sol = 1.390.000 km



Comparação de nosso Sol e outras estrelas conhecidas





Diâmetro de nosso Sol e de outras estrelas

                                                                                                                                                               

Viajando...

O homem percorre andando uma distância aproximada de 5 km por hora. Se tomarmos essa velocidade por base e a circunferência da Terra na linha do Equador como 40.000 km levaria em torno de 8.000 horas ou 334 dias para completarmos uma volta completa.

Se pudéssemos realizar a mesma caminhada em torno do “Equador” do Sol levaria 873.364 horas ou 36.390 dias terrestres. Uma vida inteira e mais alguns anos.

Agora a mesma viajem pela linha imaginária de maior diâmetro da estrela VY Canis Majoris levaria aproximadamente 420.242 anos.

E alguns ainda duvidam da existência de Deus!



Fotografias da vida



Já perceberam que há fotografias mentais que não nos escapam facilmente?

Parece que vão e voltam, às vezes até nos esquecemos dela, entretanto, lá estão elas novamente a nos lembrar daqueles momentos felizes ou tristes, melancólicos ou agradáveis.

A impressão é de que, apesar de há muito terem ocorrido, as lembranças não se apagam.  Afirmo que não se apagam mesmo! Simplesmente ficam guardadas enquanto não nos colocamos em situações parecidas e despertamos os acontecimentos ocorridos em tempos passados.

Devemos aproveitar essas recordações para refletir. Se erramos procuremos reparar os erros e assim darmos um passo adiante. Se acertamos que nos sirva de degrau para atingirmos uma compreensão superior da vida.

Cada procedimento efetuado ou levado a efeito é registrado e fica esculpido na cortina das lembranças que chamamos de tela etérea. Quando a ação é de baixa vibração esta tela é danificada e perfurada exigindo reparação. Quando a ação é dignificante esta tela brilha e se recompõe.

Tenhamos em mente que enquanto não repararmos conscientemente todos os danos causados a outros e a nós mesmos eles ficarão gravados nesta tela etérea de autodefesa e não haverá esquecimento dos atos praticados.

Para cada ação haverá sempre uma reação de igual intensidade e de efeito contrário que Deus coloca a disposição dos homens para que, se bem compreendida, equilibrar as contas de nosso espírito diante das encarnações de provas e expiações a que estamos direcionados por força da Lei da Evolução.

As fotografias mentais nos auxiliam a progredir na imensidão do espaço e do tempo e são alavancas que elevam nossa compreensão a respeito de nossa responsabilidade diante de nós mesmos e do próximo.

Aproveitemo-las para acelerar nosso crescimento em direção da paz raciocinada e da felicidade alicerçada em conceitos de pureza e fraternidade.

Excelente dia a todos.


sábado, 26 de maio de 2012

Menino


Um homem triste caminhava a beira de um lago tranquilo quando avistou na margem um menino que brincava com as pedrinhas que por ali estavam soltas.

Gracioso menino de cabelos louros e fisionomia alegre saltitava de um lado a outro e de vez em quando lançava uma pedra nas águas rindo a toa.

Vendo isso o homem começou a meditar sobre sua vida e o porquê de sua tristeza. Perdera a esperança de viver porquanto depois de grave enfermidade ficou viúvo e Deus levou aos céus sua amada companheira de todas as horas, como costumava dizer.

O menino ao perceber a situação achegou-se ao homem e lhe perguntou à sua maneira o porquê de tamanha aflição e desespero. Logo lhe contou sua história e foi agradavelmente surpreendido pelas palavras do menino.

Moço, solicitando sua atenção, minha mãe também foi para o céu e antes de ir me chamou e disse: Filho, fui chamada para uma viagem bastante longa e gostaria que você não perdesse a tua alegria e o teu sorriso depois que eu partir. Toda vez que for brincar próximo ao lago jogue umas pedrinhas na água para que eu possa saber que você ali está, e para cada pedrinha que jogar agradeça a Deus o tempo que passamos juntos, a oportunidade que tivemos de aprender um com o outro e o amor que nos unia.

O homem já se retirava quando o jovenzinho disparou: O que importa é a intensidade dos sentimentos e não o tempo em que passamos junto àqueles que amamos! Ah! E tem mais... Minha mãezinha também me alertou que por aqui eu encontraria pessoas como o senhor e que suas palavras deveria repetir. Vá com Jesus e a Virgem Maria e não perca sua alegria de viver porque aqueles que estão unidos pelo coração jamais estarão sós.

Boa noite a todos.



sexta-feira, 25 de maio de 2012

Tempos modernos


Apesar de acostumado às novidades diárias algumas coisas ainda me surpreendem.

Caminhando neste passado final de semana “topei” com uma agradável mãe, diga-se de passagem deve ser uma exceção, espero, adjetivando um grande palavrão e admoestando um jovem garoto de seus 8 anos em razão do tempo perdido para levá-lo a um treino de futebol.

Pobre garoto! Pobre de mãe é claro. Pode ser que se salve, ainda.

Neste instante bateu a saudade...

Saudades do tempo em que MÃE era algo sagrado, se dava o respeito e era respeitada até além dos limites, educadora, orientadora. Mãe era sinônimo de renúncia, sacrifício, amor. Era tudo! Apesar de tudo!

Saudades do tempo em que os Padres não se confessavam pedófilos e “pegadores” na juventude.

Saudades do tempo em que a inocência de criança acreditava que o mundo era um certo paraíso!

Saudades do tempo em que uniformizado de escoteiro participava de campanhas do livro, do alimento, do cobertor e se pregava a moral e a conduta ilibada.

Saudades do tempo em que na escola, os alunos se levantavam à entrada do professor ou da professora e os chamavam de “Mestres”.

Saudades do tempo em que olhar para o céu era uma oportunidade de meditar e filosofar e não sonhar com carrões, iates, perfumes e mulheres...

Saudades do tempo em que assistíamos a comerciais do tipo café Seleto, cobertores Parahyba e parecia sentirmos o cheiro do café fresquinho e do calor que a coberta oferecia. Hoje assistimos a comerciais recheados de erotismo barato a despertar a libido de crianças recém saídas das fraldas. Qualquer um pode desfrutar da maçã proibida sem preconceito e responsabilidade.

Saudades do tempo que para tocar na mão de sua namorada iam alguns meses...beijinho então, nem se fala. Hoje se “fica” e se “multiplica”!

Saudades do tempo que para se unir ao outro era preciso “perder tempo” para conhecer os sentimentos e as verdades presentes no espírito do eleito ou eleita.

Saudades do tempo que os assuntos eram resolvidos ao vivo e a cores, sentindo os perfumes e aromas do contato humano e do calor das palavras.

Saudades do tempo em que as pessoas se dirigiam a uma igreja, templo ou sinagoga para refletir, meditar e orar por uma cura, uma melhora íntima ou um consolo para sua alma doída e não um escambo para obter vantagens materiais.

Saudades do tempo em que tínhamos tempo para pensar sobre a vida e seus mistérios e cada um construía seu caráter a partir de sábios conselhos dos mais velhos, escritos, falados e declamados.

Saudades do tempo em que a ética e a compostura eram valorizadas e o homem era medido pela educação e não pelas roupas ou “adidas” da vida.

Saudades do tempo em que ouvíamos músicas que serenavam nossos corações e despertavam emoções. Hoje elas agridem nossos tímpanos e a nossa saúde moral.

Saudades do tempo em que tomávamos refrigerante em garrafas de vidro e só para isso serviam.

Saudades do tempo em que as moças e os rapazes tencionavam se casar para ter filhos e educá-los para serem grandes seres humanos e não terem grandes contas bancárias e dezenas de diplomas nas paredes. Grandes por fora e completamente ocos por dentro.

Saudades do tempo em que mais valia possuir um grande coração e despertar virtudes do que enxertar silicones e despertar cobiça, ignomínia, volúpia e sensualidade.

Saudades do tempo em que ter convicção e saber dizer não eram virtudes e não caretice.

Saudades do tempo em que a adolescência terminava por volta dos 17 ou 18 anos. Hoje vai pra lá dos 28 e se deixar, encalha na casa dos pais, dos avós ou das tias.

Saudades do tempo em que crianças eram crianças e adultos eram adultos.

Saudades do tempo em que telefone era caríssimo e pensávamos muito antes de falar. Hoje praticamente todos têm celulares. Fala-se muito e pensa-se pouco.

Saudades do tempo em que não era necessário “jurar por Deus” para que acreditassem em nossas palavras. Na atualidade se desconfia de tudo e de todos e até de si mesmo.

 Saudades do tempo em que as meninas eram recatadas e os meninos envergonhados.

Saudades do tempo em que respeitar as leis e os costumes eram atributos de um “homem de bem”!

Saudades do tempo em que podíamos caminhar de madrugada pelas ruas sem sentir aquele calafrio na espinha ao passar por outra pessoa. O medo e a angústia a tudo consomem.

Saudades do tempo em que selvagens eram os animais de grande porte e não a busca desenfreada pela venda de produtos supérfluos que entopem nosso tempo, o tempo todo.

Saudades do tempo que íamos a escola para estudar e aprender muito além dos livros, adquirindo ciência e sabedoria e não simplesmente passar de ano.

Saudades dos anúncios e propagandas que focavam os produtos e não as mulheres despidas que sem pudor algum se entregam por um punhado de moedas.

Saudades do tempo em que os jornais e revistas publicavam reportagens e críticas bem escritas e recheados de conteúdo sem apelos de primeira página.

Saudades...

A humanidade está necessitando urgentemente de um choque de “hombridade” pois as conseqüências do jeitinho atual de viver levarão à ruína todos os princípios que constroem e embasam uma vida feliz e completa. As estruturas familiares estão sendo quebradas e os conceitos éticos esquecidos. Olhamos no espelho da verdade e só encontramos o vazio, o inóspito, a incongruência, a distorção e a negação.

Que Deus na sua infinita bondade e paciência faça-nos acreditar que ainda teremos a humildade e a decência de aceitar nossa pequenez da compreensão da vida. Que tenhamos a exata noção da imensidão a ser percorrida para alcançarmos a liberdade responsável e o conhecimento pleno da Criação Divina e que sejamos possuidores de coragem para mudarmos os rumos de nós mesmos.

Saudades...




quarta-feira, 16 de maio de 2012

Aparências



O que vemos no espelho é única e exclusivamente o que passa pelo nosso espírito!

Não nos deixemos enganar pelas aparências.

Vemos pelos perecíveis olhos da matéria ou pelos imortais da nossa alma?

Com certeza eles enxergam o que guardamos no coração.

Se quisermos modificar qualquer aspecto de nossa vida e de nós mesmos, devemos começar aceitando.

Aceitar a condição em que nos encontramos é um ato de boa vontade, de sabedoria e humildade, pois ao contrário do que muitos pensam a vida em si não está sob nosso controle.

Não encontramos nas palavras de Jesus referência aos predicados de seus filhos. Não disse “Vinde a mim vós que sois belos e formosos”, e sim, “Aqueles que sofrem”!

 Jesus via pelos olhos do espírito! Porque não agirmos da mesma forma?

Aceitar se refere ao momento presente, ao agora. No instante que aceitarmos como realmente somos, poderemos aproveitar o que a vida tem a nos oferecer. Novas ideias surgem para prosseguir na direção desejada, saindo do sofrimento.

Como dizem: “A dor existe, mas sofrer é opcional, é uma escolha”.

Nos momentos de insatisfação colocamos as emoções a frente da razão e, imersos nesses sentimentos de frustração acabamos por nos julgar de maneira contundente e de nos ferir profundamente.

Uma antiga e sábia oração dos índios Sioux roga a Deus o auxílio para nunca julgar o próximo antes de ter andado sete dias com as suas sandálias.

Porque não fazer o mesmo por nós? Porque utilizar as ferramentas da desconfiança, da imaturidade, da incapacidade para esculpir nosso ser?

Jesus disse em algumas oportunidades: “Vós sois deuses...” e ainda “Brilhe a vossa luz...”.

Alertou-nos porque era profundo conhecedor das dificuldades humanas, dos nossos sofrimentos e do pouco conhecimento das coisas do espírito.

Não vamos nos esquecer de que somente cada um de nós pode mudar a si próprio.

Somos responsáveis pelos acontecimentos e sentimentos a que estamos submetidos.

Aceitação de si mesmo é um passo concreto para deixar a vida mais leve, mais alegre e mais saudável!

Vamos modelar nossa estrada utilizando nossos melhores sentimentos e agradecer ao Criador a mais esta oportunidade de testar nossas habilidades espirituais no campo da experimentação humana.

Depende de cada um de nós fazer brilhar a nossa Luz!

Paz a todos!



sábado, 12 de maio de 2012

Murmúrios


Se a amargura bate em tua porta... Silencie.

Se a intolerância desequilibra tua razão... Silencie.

Se a injustiça rasga teu peito... Silencie.

Se a incompreensão ronda seu dia a dia... Silencie.

Se a sensualidade rege seus domínios emocionais... Silencie.

Se a angústia invade os refolhos de tua alma... Silencie.

Se o pensamento indisciplinado te faz andar em círculos... Silencie.

Silencie e procure a figura meiga e amorosa de Jesus pedindo suave e honestamente que ele transforme teus sentimentos em...

Desprendimento de si mesmo.

Resignação diante do inevitável.

Sensatez nos momentos críticos.

Serenidade no campo das angústias.

E principalmente domínio das tuas próprias atitudes para que possa aproveitar convenientemente as provas que te são oferecidas na escola do aprendizado e crescimento.



sábado, 5 de maio de 2012

Velocidade do Pensamento


Pensar é formar no espírito pensamentos ou ideias – Dicionário Aurélio.

Quem assim conceituou o pensamento, dotado era de grande percepção e conhecimento, uma vez que, o corpo material não detém as possibilidades de abrigar o pensamento. Corpo sem espírito não pensa!

Há controvérsias. Cientistas e pesquisadores nos trazem a notícia que devido aos entraves físicos da transmissão do pensamento através dos neurônios, sinapses e outros dispositivos cerebrais tais, o pensamento viaja a uma velocidade de 250 m/s, algo em torno de 1.000 km/h.

Naturalmente esses pensadores estão alheios às nossas capacidades psíquicas ou não as considera.

Alguns autores espirituais indicam que a velocidade do pensamento se aproxima de 3.000.000 km/s, isto é, dez vezes mais que a velocidade da luz. Suponho que seja muito mais que isso.

O pensamento não tem forma e não pertence ao mundo material. É um fenômeno que não nos é dado conhecer sua origem e em algum momento de nossa longa e interminável existência teremos a exata noção do que seja. Por enquanto podemos nos satisfazer com experiências filosóficas.

Pensamento e espírito caminham de igual para igual não havendo distinção entre eles. Não podemos dissociar a existência de um e outro.

Quando olhamos para a Lua em noite enluarada, não estamos observando através dos olhos físicos exatamente esta Lua e sim a de 1 segundo atrás. Na mesma direção, o Sol de 8 minutos e meio atrás e o planeta Júpiter de 55 minutos atrás.

Entretanto basta pensarmos, mesmo limitados à matéria, em qualquer desses corpos celestes e lá estaremos imediatamente!

Tenho comigo que a velocidade do pensamento varia e cresce de acordo com os predicados do espírito. Quanto mais elevado, maior a velocidade de seu pensamento, não havendo limites para ela.

Fiquemos atentos porque no mundo espiritual o conceito de espaço-tempo não encontra reflexão, nem guarida.



terça-feira, 1 de maio de 2012

O Tamanho do Universo - Parte I


Não devemos confundir a idade do Universo Conhecido que é de aproximadamente 13,8 bilhões de anos com seu tamanho. Para se ter uma ideia do que significa esse tempo vamos supor que vivamos uns 80 anos por encarnação, então teremos 172.500.000 encarnações.

As recentes observações científicas nos fornecem informações de que nosso universo é mais ou menos parecido com uma bola achatada medindo na sua espessura 76 bilhões de anos-luz e no seu diâmetro 152 bilhões de anos-luz.

Vamos realizar alguns cálculos para tentar visualizar e ter uma ideia do que significam esses números.

Ano-luz = distância percorrida pela luz num intervalo de um ano.

Velocidade da luz = 300.000 km/s. (a)

Um (1) ano = 365 dias x 24 horas x 60 minutos x 60 segundos = 31.536.000 segundos. (b)

Ano-luz = (a) X (b) = 300.000 km/s x 31.536.000 s = 9.460.000.000.000 km = 9,46 x 10¹² km, em outras palavras 9,46 trilhões de quilômetros.

Portanto, basta multiplicar 76 bilhões de anos-luz por 9,46 x 10¹² km para chegarmos à espessura do universo conhecido e por 152 bilhões para chegarmos ao seu diâmetro.

Espessura = 7,6 x 10¹° (x) 9,46 x 10¹² = 7,19 x 10²³ km.

Diâmetro = 1,52 x 10¹¹ (x) 9,46 x 10¹² = 14,38 x 10²³ km.


Mapa do Universo observável, produzido com base na radiação cósmica de fundo deixada pelo Big Bang.