O
vazio de estar cheio demais
Há um tipo de
vazio que não nasce da falta,
mas do
excesso.
Excesso de
tarefas, de vozes, de expectativas,
de tentativas
de dar conta de tudo.
É quando a
vida transborda por fora
E se esvazia
por dentro.
Quando o
coração, ocupado demais,
já não escuta
a si mesmo.
Estar cheio
demais cansa.
Cansa a alma,
embaraça o sentir,
confunde o
essencial com o urgente.
Tudo ocupa espaço
─ menos o silêncio.
E o silêncio,
quando falta,
cobra seu
lugar em forma de vazio.
Talvez o
convite não seja preencher,
mas aliviar.
Soltar o que
pesa,
calar o que
grita,
desocupar o que não
nutre.
Porque só quando algo
se aquieta,
o sentido encontra
espaço para pousar.
O vazio que cura
não é ausência ─
É espaço.
Idadd
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